quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Imóveis na área do 1º estádio da copa a ficar pronto têm forte valorização.


Preços de imóveis ao redor do Castelão valoriza mais do que em outras áreas. Valor do metro quadrado na área pode variar entre R$ 2.400 a R$ 4.000.


Com a proximidade da Copa do Mundo e a confirmação de que Fortaleza será uma das seis cidades-sede dos jogos da Copa das Confederações, que acontecem em junho de 2013, os preços dos imóveis na capital dispararam, especialmente aqueles localizados na área do entorno do entorno do estádio Castelão. Atualmente, o valor do metro quadrado na área pode variar entre R$ 2.400 a R$ 4.000, de acordo com Paulo Angelim, sócio-diretor da Viva Imóveis.

Segundo ele, os terrenos e imóveis situado naquela região, tiveram uma valorização anual de 10% acima da valorização média verificada em outras regiões da cidade, o que é muito. "Essa valorização deve permanecer de acordo com o uso que se der ao Castelão, se for um uso sustentável, com a implantação de shoppings centers e equipamentos para lazer e eventos, a área vai continuar valorizada mesmo depois dos eventos".

Para Paulo Angelim, o processo é mais intenso na área mais nobre do entorno do Castelão, como o bairro Passaré. Segundo ele, outras áreas interessantes para quem quer comprar imóveis são Messejana, Parangaba e Itaperi". A expansão no mercado é para toda a cidade de Fortaleza, segundo especialistas. “Toda área que receber infraestrutura para a Copa do Mundo será beneficiada", diz Paulo Angelim.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), Apollo Sherer, diz que o processo de valorização do entorno do Castelão ocorreu em três etapas. Na primeira, quando Fortaleza foi anunciada como cidade-sede da copa, houve um pequeno aumento no preço dos imóveis e muita gente aproveitou para investir na área. No segundo momento, quando as obras de infraestrutura e mobilidade foram anunciadas, aconteceu uma supervalorização. "A gente pode considerar esse momento como o platô, o ápice. Nesse período a valorização chegou a surpreendentes 100%".

Valorização em etapas

A terceira etapa é o momento atual. Agora, segundo Apollo Sherer, os preços dos imóveis estão estabilizados e a possibilidade de um novo aumento no preço dos imóveis é muito pequena. "Na quarta etapa, pós copa do mundo, é possível que haja uma nova valorização por causa da infraestrutura instala, com metrô, hotéis e shoppings". Para ele, os bairros localizados no entorno do Castelão são muito agradáveis e a tendência é de que haja uma procura maior por essas áreas.


Fonte: Portal G1 Ceará

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Construção de Trump Towers Rio começará em 6 meses.


A Prefeitura do Rio prevê que as cinco torres poderão ter valor de venda de R$ 3 bilhões.


Donald Trump
Donald Trump: depois das duas primeiras torres construídas, as outras três projetadas serão erguidas em função da demanda.


Começará no segundo semestre do próximo ano a construção das duas primeiras de cinco torres do empreendimento Trump Towers Rio, lançado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, como o maior empreendimento de uso comercial exclusivamente urbano entre os países do grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

A Prefeitura do Rio prevê que as cinco torres poderão ter valor de venda de R$ 3 bilhões, em estimativa conservadora, levando em conta o tamanho do terreno, de 322 mil metros quadrados.

O empreendimento pertence ao consórcio formado pela incorporadora da Bulgária MRP International, a consultoria de gestão de risco Salamanca, a construtora paulista Even e o fundo imobiliário gerido pela Caixa, que investe nos empreendimentos do Porto Maravilha, projeto de revitalização da região portuária do Rio.

O presidente da Even, Carlos Terepins, destacou que, em função da demanda, o valor de venda do empreendimento poderá chegar a R$ 6 bilhões. "Isso projetando para o futuro", afirmou.

A Organização Trump não investirá recursos no empreendimento, apenas cederá a marca. O vice-presidente da empresa, Donald Trump Jr., participou da cerimônia de lançamento ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

O valor de investimento total não foi divulgado, pois, de acordo com Stefan Ivanov, presidente da MRP International, ainda serão selecionadas as construtoras para as obras. Depois das duas primeiras torres construídas, as outras três projetadas serão erguidas em função da demanda.


Fonte: Estadão

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Caixa passa a incluir no financiamento ITBI e despesas cartorárias.


O benefício é para quem pedir crédito imobiliário ao banco e os gastos não podem ultrapassar 4% do valor financiado.


Os gastos com cartório e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) correspondem entre 3% e 5% do valor do imóvel.


Comprar a casa própria ainda é um dos principais sonhos dos brasileiros que, nos últimos anos, têm recebido grandes incentivos para alcançar esse objetivo. Apesar do financiamento mais acessível e das taxas de juros menores, comprar um imóvel ainda exige uma boa poupança do consumidor, tanto para pagar a entrada, no caso de financiamento, quanto para pagar as taxas que envolvem esse tipo de transação, cujos custos podem chegar a 5% do valor do imóvel.
Arcar com as despesas de cartório, como registro e escritura, além do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), ficará mais fácil para quem financiar imóveis pela Caixa Econômica Federal. A instituição, uma das referências em crédito imobiliário no País, anunciou ontem que essas despesas também poderão ser incluídas no contrato de financiamento, desde que os gastos não excedam 4% do valor total financiado.

Com a mudança, um consumidor que comprou um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, e obteve um crédito de R$ 300 mil na Caixa Econômica Federal, poderá incluir R$ 12 mil no valor total financiado pelo banco, referente às despesas extras.

Aquecimento

Para o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, a medida é oportuna e deverá contribuir para aquecer ainda mais as vendas do setor de imóveis. "É uma medida muito bem-vinda. Alguns bancos já faziam isso, mas, vindo da Caixa, é espetacular. Muita gente deixava de comprar um imóvel porque não tinha o dinheiro para pagar essas taxas, que variam entre 3% e 5% do valor do imóvel. Uma pessoa que comprava um imóvel de R$ 200 mil, por exemplo, precisa ter cerca de R$ 10 mil para pagar essas taxas à vista. Agora, acredito que esta medida trará um novo ânimo ao setor", destaca. "Medidas como esta são muito bem-vindas", acrescenta.

Conforme André Montenegro, além de beneficiar quem deseja comprar a casa própria, a medida também mostra a confiança do governo no setor. "O governo está acreditando no setor para que o País volte a crescer", afirma.

Atuação semelhante

O Banco do Brasil já possui um serviço semelhante ao anunciado pela Caixa Econômica, financiando despesas decorrentes da compra do imóvel, sem necessidade de comprovação.

Somadas ao valor do financiamento do imóvel, essas despesas não podem ultrapassar o percentual máximo do valor do imóvel e do limite do financiamento para a modalidade, segundo informações divulgadas no próprio site da instituição.

Para registro em cartório, o limite financiável é de R$ 2.500. Para o ITBI, o máximo é de R$ 10 mil. Para a tarifa de avaliação de garantia, até R$ 400. Para a tarifa de avaliação jurídica, R$ 450. Já para a emissão de certidões cartorárias, é possível financiar até R$ 300.

Exemplo

12 mil reais é o valor dos gastos que podem ser incluídos no contrato no caso de alguém que adquiriu um imóvel de R$ 500 mil e financiou R$300 mil, por exemplo.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

FGTS - Limite do imóvel é elevado para R$ 750 mil.


Brasília. Em mais uma medida para estimular a economia, o governo federal avalia aumentar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que o trabalhador pode comprar com o seu saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), tanto à vista como financiado dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que tem juros menores.

A medida é uma reivindicação antiga das construtoras e que estava engavetada. Segundo informações não oficiais, nos últimos dias, porém, ela entrou na pauta de discussão do governo diante da necessidade de criar mais estímulos para reanimar a economia brasileira.

Tecnicamente, a medida está pronta e tem a simpatia de Guido Mantega (Fazenda). A palavra final caberá a presidente Dilma Rousseff. Porém, mesmo com o aval dela, o governo precisará aprovar resolução no Conselho Monetário Nacional, presidido por Mantega (CMN). Oficialmente, o órgão diz considerar adequado o teto de R$ 500 mil.

Uma preocupação apontada é o impacto que a medida poderá ter nos recursos do fundo. Mas parecer da Caixa Econômica Federal, gestora do FGTS, repassado à Fazenda, estima que só 0,2% dos cotistas atuais se enquadrariam na faixa de renda compatível com imóveis desse preço. Além disso, os saques adicionais para compra de moradia foram projetados em cerca de R$ 700 milhões, o que não foi considerado uma "sangria".

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Apesar da desoneração do setor, é pouco provável uma redução de preços.



O segmento de construção civil espera agora que as construtoras e incorporadoras aumentem suas margens de lucro.


As medidas anunciadas na última terça-feira pelo governo federal para desonerar o setor de construção civil devem provocar a redução de preços de imóveis novos e permitirão também o aumento das margens de lucro das construtoras e incorporadoras, segundo avaliação de Basilio Jafet, presidente da Fiabci Brasil (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias) e vice-presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo). "Qualquer redução de custos é positiva e vai incidir no preço final, certamente. Não dá para saber de quanto será a redução no preço final, mas alguma coisa deve, sim, ser possível de reduzir", afirmou Jafet sobre o impacto das medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda Guido Mantega.

Entre as principais mudanças anunciadas pelo governo, estão a mudança na incidência da contribuição previdenciária (antes de 20% sobre a folha salarial e agora de 2% sobre o faturamento bruto), válida apenas para as construtoras, e a redução de 6% para 4% na alíquota do RET (Regime Especial de Tributação). Essa última medida vale para construtoras e incorporadoras.

Margens de lucro

O presidente da Fiabci também sugeriu que a redução de custos permitirá que as construtoras e incorporadoras aumentem suas margens de lucro. "Hoje trabalhamos com margens reduzidíssimas, no limite do limite", comentou, em mesa redonda organizada pela entidade, que debateu as perspectivas do mercado imobiliário para o ano que vem.

Estímulo

O presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, comemorou as medidas anunciadas pelo governo. "A redução da alíquota da RET de 6% para 4% será um estímulo grande".

Ele comentou ainda que, no caso da desoneração da folha de pagamentos, a medida será positiva somente se as construtoras que trabalham com mão de obra terceirizada possam abater essa redução de gastos. "Mas a Receita já sinalizou esse abatimento", afirmou o empresário. O segmento espera que no ano que vem ocorra um aumento no número de lançamentos na capital paulista e elevação no número de unidades vendidas. O Secovi, porém, não fez estimativas.


Fonte: Diário do Nordeste


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mantega anuncia mais medidas de estímulo à construção civil.


O setor será beneficiado na desoneração da folha de pagamentos, redução de tributos e acesso a capital de giro durante o período de construção das habitações.


Trabalhadores da construção civil em São Paulo
Trabalhadores da construção civil em São Paulo: o setor não pagará mais INSS.

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje (4) novas medidas de estímulo à construção civil. Durante cerimônia de entrega da 1.000ª unidade do Programa Minha Casa, Minha Vida, o ministro disse que o setor será beneficiado em três pontos: desoneração da folha de pagamentos, redução de tributos e acesso a capital de giro durante o período de construção das habitações.
De acordo com o governo, a desoneração na folha de pagamento poderá chegar a R$ 2,85 bilhões. Atualmente, o setor gasta R$ 6,28 bilhões com pagamento de 20% da folha ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, com a nova medida, passará a pagar 2% do faturamento bruto. "O setor não pagará mais INSS. Não vou dizer pelo resto da vida porque é muito tempo, mas por um longo período", disse Mantega.

Outra medida é a redução da alíquota do Regime Especial de Tributação (RET) da construção civil, de 6% para 4% sobre o faturamento.

Na solenidade, o ministro ressaltou a importância da construção civil para o Brasil. “[O setor é] responsável por quase metade do investimento que nós fazemos no país. Portanto, estimular a indústria de construção é estimular o investimento no país.”

Segundo ele, o setor também é importante porque contribui para dois dos maiores sonhos da população: ter uma casa própria e conseguir um emprego. De acordo com o ministro, o setor emprega atualmente 7,7 milhões de pessoas.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 27 de novembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Como incide o IR sobre venda de imóvel comprado há décadas?


Internauta questiona qual é o Imposto de Renda incidente na venda de imóvel comprado em 1980.


Dúvida do internauta: Comprei um apartamento em 12/09/1980 por 975.000 cruzeiros por meio do financiamento da Caixa Econômica Federal. Gostaria de saber qual é o Imposto de Renda sobre ganho de capital incidente, tendo em vista que o imóvel foi vendido e a escritura deverá ser assinada neste ano. E existe alguma redução de imposto, uma vez que ele deverá ser vendido por 200.000 reais e eu ainda pagarei a comissão do corretor no valor de 10.000 reais?

Resposta

Considera-se ganho de capital a diferença positiva entre o valor de alienação de bens ou direitos e o respectivo custo de aquisição declarado. Se não houve a entrega da declaração de ajuste anual, atualize o valor do bem mediante a utilização da Tabela de Atualização do Custo de Bens e Direitos, constante no Anexo Único da Instrução Normativa SRF nº 84/2001.

Para bens adquiridos em 1980 há direito a redução do imposto sobre o ganho em 45%. Utilize para o cálculo o programa Ganho de Capital disponível no site da Receita Federal. O valor da corretagem, quando suportado pelo alienante, é deduzido do valor da alienação, portanto, ao informar no demonstrativo Ganho de Capital o valor da alienação já deduza o valor da corretagem paga.



Fonte: Exame.com

Qual é o imposto de renda incidente sobre venda de imóveis?

Internauta questiona se a alíquota incidente sobre o ganho de capital é de 15% e em quais casos há isenção de IR.


Dúvida do internauta: A incidência do imposto de renda sobre o lucro gerado na venda do imóvel é de 15% mesmo? Meu contador havia dito que era 27%. E há casos que mesmo com o lucro há isenção de imposto?

Imóveis na região do Jardins, São Paulo
Há isenção quando o valor recebido na venda é investido na compra de outro imóvel em até 6 meses.

Resposta

A alíquota aplicada para recolhimento do imposto incidente sobre o Ganho de Capital na venda de imóveis é de 15%. O assunto encontra-se regulamentado na Instrução Normativa SRF nº 84 de 11 de outubro de 2001 e no Decreto nº 3.000/99 - Regulamento do Imposto de Renda.

Na declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física, os rendimentos sujeitos à tributação, através da tabela progressiva (cuja alíquota máxima é 27,5%), são os rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste anual.

A tributação incidente sobre os rendimentos auferidos por meio da alienação de bens e direitos é definitiva e, por assim se classificar, não encontra-se sujeita a ajustes posteriores. Os rendimentos dessa natureza possuem regulamentação própria.

A discriminação detalhada das operações em que há incidência do imposto sobre o ganho de capital pose ser consultada no artigo 3º, e a alíquota empregada para tributação no artigo 27, ambos da Instrução Normativa acima mencionada.

Quanto à isenção do imposto, existem diversas causas de isenção, exclusão ou redução do imposto, incidente sobre o ganho auferido na alienação do imóvel. As mais comuns são:

• Alienação por valor igual ou inferior a 440.000 reais do único imóvel que o titular possua.

• Ganho apurado na alienação de imóveis adquiridos até 1969.

• Isenção em decorrência da aplicação do produto da venda do bem imóvel, no prazo de 180 dias, na aquisição de imóveis residenciais localizados no país.


Fonte: Exame.com

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Você sabe o que é Laudêmio?


Laudêmio - Imposto pago a cada transação de compra e venda por qualquer imóvel que esteja em área da União, como aqueles que se localizam na orla marítima. Quando alguém decide vender um imóvel que esteja em área da União, precisa pedir uma certidão de ocupação ou aforamento (conforme a classificação do terreno) à gerencia regional da Secretaria do Patrimônio da União, órgão ligado ao Ministério do Planejamento. Sem essa certidão, os cartórios de notas e registro de imóveis estão impedidos, por lei, de lavrar e registrar a escritura.

É uma taxa a ser paga à União, na ocorrência de transações de compra e venda com escritura definitiva, que envolvam imóveis localizados em terrenos da marinha.
Nos termos do Decreto Lei nº 9.760/46, em seu art. 2º, são terrenos de marinha, em uma profundidade de 33 metros, medidos horizontalmente para a parte da terra, da posição da linha do preamar-médio de 1.831:

a) Os situados no continente, na costa marítima e nas margens dos rios e lagoas, até onde se faça sentir a influência das marés;
b) Os que contornam as ilhas, situados em zonas onde se faça sentir a influência das marés;

Os possuidores de imóveis localizados em áreas de marinha dividem-se em dois tipos:

a) OCUPANTES - tem apenas o direito de ocupação, e são a maioria;
b) FOREIROS - os que têm contratos de foro e possuem mais direitos que o ocupante, pois têm também o domínio útil - estão incluídos nessas categorias os moradores da orla da praia de Santos e de outras cidades paulistas. O interessado em adquirir um imóvel situado em terreno de marinha, além das precauções de praxe, deverá verificar também, se o vendedor está inscrito no Departamento do Patrimônio da União e se o mesmo já possui o RIP (Registro Imobiliário Patrimonial). Caso já possua o RIP, verificar se as taxas de ocupação ou de foro encontram-se pendentes de pagamento. Caso o vendedor ainda não esteja inscrito, apesar de possuir escritura, o comprador deverá negociar em caso de uma possível diferença de Laudêmio, a ser cobrada pela União.

Atenção

O Laudêmio só é pago quando ocorrem transações de compra e venda, diferentemente das taxas de ocupação e de foro, que são pagas anualmente. Devido às peculiaridades que envolvem propriedades situadas em terrenos da União, recomenda-se aos vendedores e adquirentes, que recorram a um advogado especializado.

Os Cartórios de Notas e Registro de Imóveis, sob pena de responsabilidade dos seus respectivos titulares, não lavrarão e nem registrarão escrituras relativas a bens imóveis de propriedade da União, ou que contenham, ainda que parcialmente, área de seu domínio, sem a certidão da Secretaria do Patrimônio da União que declare ter o interessado, recolhido o Laudêmio devido e as demais obrigações junto a esse órgão.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Caixa mais que dobra o limite do consórcio imobiliário

A instituição financeira também reduziu as taxas de administração na modalidade de consórcio.


Pelas novas regras pagamento do consórcio imobiliário passa de 120 para 200 meses FOTO: RESERVA PASSARÉ CONDOMÍNIO PARQUE – BSPAR INCORPORAÇÕES.

São Paulo/Fortaleza. A Caixa Econômica Federal informou ontem que mais que dobrou o limite das cartas de crédito de consórcios imobiliários, de R$ 300 mil para R$ 700 mil.
A instituição financeira também ampliou o prazo para o pagamento, de 120 meses para 200 meses, e reduziu as taxas de administração - que incidem sobre o valor contratado no período total-, de 18% para 16%.

"As mudanças no consórcio imobiliário vão ampliar o portfólio de produtos para atendimento ao mercado", afirmou, em nota, José Urbano Duarte o vice-presidente de governo e habitação da Caixa.

Crédito

O banco tem hoje uma carteira de mais R$ 12 bilhões em crédito para 159 mil clientes, tendo contemplado 70% deles. Até outubro de 2012, as vendas do consórcio imobiliário registraram um aumento de 35% em cotas comercializadas em relação ao mesmo período do ano passado.

Outros bancos

Outros bancos já aumentaram o limite da carta de crédito dos consórcios imobiliários. Banco do Brasil e Itaú Unibanco também mais que dobraram o valor máximo, para R$ 700 mil.

O movimento reflete a adaptação do segmento de consórcios à valorização dos imóveis. O preço médio do metro quadrado de lançamentos com dois dormitórios mais que dobrou na capital paulista nos últimos cinco anos, segundo dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio).

Mercado de consórcios

De acordo com dados do Associação Brasileira de Administradora de Consórcios (Abac), o total de participantes em consórcios de imóveis cresceu 9,4% entre agosto deste ano, quando o número chegou a 662 mil e o mesmo mês do ano passado, quando era de 605 mil consorciados.

Dados da associação apontam ainda que houve uma retração de 3% no número de novas cotas, já que de janeiro a agosto de 2011 o total de consorciados chegou a 133,6 mil, enquanto no igual período deste ano os números chegaram a 129,6 mil.

Já o número de contemplações - consorciados que tiveram a oportunidade de comprar seus imóveis - obteve um acréscimo de 3,7% no mesmo período. Enquanto nos primeiros oito meses do ano passado o número chegou a 48 mil contemplados, o mesmo período deste ano atingiu a marca de 49,6 mil.

Uma pesquisa realizada pela Quorum Brasil, a pedido da Abac, destacou a presença feminina no mercado de consórcios, que de 2006 a 2012 vem aumentando de forma gradativa, tendo um acréscimo de 45,8% no setor de imóveis.

Novo público

Para o vice-presidente da Área Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, a ampliação do crédito permite que um novo público tenha acesso ao benefício. "Houve um deslocamento das classes sociais. Tanto houve uma ascensão das classe mais baixas, quanto a classe media subiu. Essa última realmente estava desassistida". disse.

De acordo ainda com ele, o estímulo deve provocar mudanças positivas no cenário da construção civil. "Realmente vai ajudar a aumentar o crescimento da construção civil. A medida vai pegar aquele pessoal que estava crescendo economicamente, que teve condições de comprar melhor mas estava desassistido neste sentido", completa.

PROTAGONISTA
Novo valor amplia chance de compra

De acordo com a universitária, depois de muito procurar imóveis, deparou-se com um mercado pouco acessível. Para ela, antes, a opção de consórcio não era viável por possuir um limite de crédito abaixo do equivalente aos imóveis desejados. Entretanto, com a ampliação da carta de crédito da Caixa Econômica, a opção voltou a ser viável. "É um ótimo negócio para casais que ainda não têm data para casar", afirma.
Bruna Morais
Estudante

Custo menor

16% é o novo valor da taxa de administração cobrado pela Caixa, que antes era de 18%. O encargo incide sobre o valor contratado em todo o período.



Fonte: Diário do Nordeste.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Bolha imobiliária em São Paulo é pouco provável, diz estudo.

Possível fenômeno que aflige brasileiros que querem comprar um imóvel não pode ser descartado, diz estudo da FGV, mas também não há evidências claras.


São Paulo
Metodologia que serviu para datar as bolhas geradas pela crise dos subprime nos EUA foi aplicada ao mercado paulistano.


São Paulo – Um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) considera pouco provável que o aumento recente dos preços dos imóveis na cidade de São Paulo seja reflexo de uma bolha imobiliária, questão que tanto aflige quem quer comprar um imóvel no Brasil. O estudo ressalva que a possibilidade de bolha não pode ser totalmente descartada; porém, a metodologia utilizada e os dados disponíveis atualmente não identificam com clareza que uma bolha exista ou esteja em formação.
“Embora a presença de bolha não possa ser totalmente descartada, a hipótese mais provável é que o aumento dos preços de imóveis recente deve ter sido ocasionado por fatores normais ligados a excesso de demanda por imóveis”, diz o estudo, assinado por Emerson Fernandes Marçal, Paulo Gala e Rogério Mori.

Os pesquisadores atribuem o aumento da demanda à melhoria das condições de crédito, à queda dos juros e ao aumento da renda das famílias, além de uma redução nos juros das aplicações financeiras, o que pode ter levado os agentes econômicos a buscar imóveis como forma de investimento. O aumento de demanda por moradia também pode ter pressionado os preços dos aluguéis, diz o estudo. “Como a oferta no setor não responde prontamente por conta do tempo necessário para viabilizar novos empreendimentos, o resultado foi um aumento de preços”, diz o texto.

Em entrevista a EXAME.com, o professor Paulo Gala completou: “Houve a descompressão do crédito habitacional. Saímos do estoque de três a quatro bilhões de reais em 2003 para 100 bilhões de reais atualmente. O crédito imobiliário no Brasil ainda representa 5% do PIB, menos do que em países como o Chile e a África do Sul”.

Testes não descartam chance de bolha, mas também não apresenta evidências claras.

O estudo utiliza testes formais de detecção de bolhas desenvolvidos pelo americano Peter Philips e outros coautores que também permitem identificar o início e o final de cada evento. Por essa razão, puderam ser usados para datar as bolhas financeiras durante a crise dos subprime nos Estados Unidos. É possível detectar as bolhas analisando se os preços dos ativos em algum período apresentam comportamento explosivo.

Os mesmos testes foram aplicados aos preços dos imóveis em São Paulo, conforme os dados divulgados pelo Secovi-SP, o sindicato da habitação na cidade. O estudo observa que, utilizando-se diferentes índices para deflacionar os preços – isto é, mensurar o desempenho real dos preços em relação a esses indicadores – houve um aumento significativo de preços a partir de meados de 2010. Em seguida, coloca a questão: esta alta significa bolha ou não?

A análise levou em conta o conceito de “bolha”, segundo o qual os preços dos ativos “subiriam sem lastro nos fundamentos até que em algum momento a distância entre os mesmos seria tão grande que uma reversão abrupta tornar-se-ia inevitável. Uma bolha seria então caracterizada por um contínuo e forte aumento dos preços dos ativos sem base, seguido de um intenso e abrupto ajuste em direção aos fundamentos. Haveria o período da euforia, seguido de reversão praticamente instantânea aos fundamentos”, diz o estudo.
Os cálculos para a verificação da existência de bolha foram aplicados às séries de preços deflacionadas por seis diferentes indicadores: crescimento da renda nominal de salários de admissão, segundo o CAGED; preços dos aluguéis na cidade de São Paulo, segundo o IBGE; preços dos aluguéis na cidade de São Paulo, segundo o IBGE, e a taxa de juros do CDI mensal; e os indicadores de inflação IPCA, INCC-DI e IGP-DI.

Quando os cálculos são aplicados às séries deflacionadas pelos índices de inflação ou pelos preços dos aluguéis isoladamente, aparece a chance de bolha, mas sem probabilidade detectável, explica o professor Paulo Gala em entrevista. Segundo o texto, “A suposta bolha teria sido iniciada em meados de 2010 e não teria terminado ainda”.

Porém, o próprio estudo diz que os resultados com as métricas mais adequadas para avaliar o preço dos imóveis para a metodologia adotada são os cálculos feitos sobre as séries deflacionadas pelo aumento de renda das famílias ou o preço do aluguel em São Paulo e o CDI. Nesses casos, aparece fraca evidência de bolha. “Os cálculos não mostram que exista uma bolha. Pelo menos segundo essa metodologia, não”, diz Paulo Gala.

“Caso não haja bolhas no mercado imobiliário brasileiro, espera-se que no futuro próximo ocorra uma consolidação dos preços dos imóveis dentro de um novo patamar, sem aumentos contínuos como os verificados recentemente ou quedas abruptas e intensas como seria esperado no caso de uma bolha clássica”, conclui o estudo.



Fonte: Exame.com

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Cofeci regulamenta propaganda para Corretores e Imobiliárias

Através da resolução nº 1.065/2007 (publicada no Diário Oficial da União em 24 de outubro do mesmo ano), o Conselho Federal de Corretores  de Imóveis (COFECI), estabeleceu novas regras para utilização de nome abreviado, por pessoas físicas, e de fantasia, por empresários e pessoas jurídicas, além do tamanho mínimo de impressão de inscrição do CRECI em divulgação publicitárias (documental, mídia impressa e falada).

A utilização do nome, por extenso ou abreviado, pela pessoa física regularmente inscrita no CRECI deverá ser seguida, obrigatoriamente, da expressão “Corretor de Imóveis”. Após a qualificação, a sigla CRECI e o número de inscrição. Entretanto, o profissional poderá acrescentar outro adjetivo que melhor o qualifique, como por exemplo, “Gestor Imobiliário” ou “Consultor Imobiliário”. A expressão obrigatória deverá obedecer ao tamanho mínimo de 25% do nome por extenso ou abreviado.
Esta resolução padroniza as propagandas em âmbito nacional e veda o uso público de nome fantasia pela pessoa física, exceto aqueles Corretores de Imóveis que obtiverem o CRECI Jurídico.

Publicidade não deve confundir o consumidor

Nos casos de publicidade envolvendo pessoa jurídica, o nome fantasia deve estar precedido da sigla CRECI, mais o número de inscrição seguido da letra “J”. O tamanho mínimo do nome, da razão social ou do nome fantasia a ser utilizado pela pessoa jurídica deverá obedecer ao mesmo critério usado para pessoa física, ou seja, 25%.
O registro prévio junto ao conselho do nome a ser mencionado nas propagandas é condição essencial para a sua utilização e não poderá ser igual ou semelhante a outro já registrado. Estes procedimentos evitam que o consumidor seja confundido.
Em qualquer dos casos, a sigla CRECI e o número de inscrição deverão ter o tamanho mínimo de 25% da maior expressão da publicidade.

Fonte: Cofeci

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Ipea vê provável bolha; Sinduscon-CE discorda.


O argumento é que a disparada de preços dos imóveis nos últimos anos resultou em valores insustentáveis.


Brasília/Fortaleza Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta a "possibilidade concreta de existência de uma bolha no mercado de imóveis no Brasil", que pode estourar com a possível elevação futura dos juros. O argumento dos economistas Mário Jorge Mendonça e Adolfo Sachsida, que assinam o trabalho, é que a disparada dos preços de casas, terrenos e apartamentos nos últimos anos está resultando em valores irrealistas, incompatíveis com os movimentos de oferta e procura do mercado, sendo, portanto, insustentáveis.

O Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) discorda da tese, que alimenta ainda mais a controvérsia instalada entre estudiosos, compradores e vendedores.

Acima da inflação

Os autores calculam que, de janeiro de 2008 a fevereiro deste ano, os preços dos imóveis tiveram alta de 165% no Rio de Janeiro e de 132% em São Paulo contra uma inflação de 25% no período. Eles também constataram altas superiores à inflação em capitais como Recife, Belo Horizonte, Brasília e Fortaleza.

Tradicionalmente, bolhas de preços são infladas pelo crescimento acelerado da oferta de crédito. Esse crescimento aconteceu no setor habitacional brasileiro -com o impulso, enfatiza o estudo, de programas, incentivos e obras do governo federal.

"A insistência do governo em aquecer ainda mais um mercado imobiliário já aquecido só tende a piorar o resultado final", diz o texto. Entre os exemplos citados estão, além dos juros favorecidos para o setor imobiliário, o programa Minha Casa, Minha Vida e os empreendimentos vinculados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016.

Vinculado à Presidência da República, o Ipea não endossa tais conclusões. No boletim "Conjuntura em Foco", o órgão argumenta que o volume de crédito no país ainda está muito longe dos 65% do Produto Interno Bruto contabilizados nos EUA. Mas reconhece a rapidez da expansão dos financiamentos habitacionais brasileiros, que saltaram de 1,5%, em 2007, para mais de 5,5% do PIB neste ano.

O estudo insiste, porém, que a escalada dos preços dos imóveis no Brasil tende a ser interrompida ou revertida com a alta dos juros, o que é esperado com a retomada do crescimento econômico e com uma alta futura das taxas internacionais.

Contraponto

André Montenegro, vice-presidente do Sinduscon-CE, descarta a possibilidade de bolha no mercado imobiliário brasileiro. "Seria necessário mais uns 15 anos para chegarmos a isso. Ainda temos muito a crescer. E com a entrada do Banco do Brasil, esperamos deslanchar o programa MCMV", reforça. Segundo ele, "em 2012 o financiamento de imóveis (no Brasil) será de R$ 200 bilhões. Para chegar no nível de um país desenvolvido temos que alcançar em torno de R$ 1,2 trilhão", calcula.

Para Montenegro, não se pode comparar o aumento da inflação com a alta de preços dos imóveis, no contexto do mercado reprimido da construção civil no Brasil. "Não havia crédito para financiar imóveis ao mesmo tempo em que temos um déficit absurdo de oito milhões de habitações. De repente as pessoas passaram a ter acesso ao crédito e o mercado cresceu", explica. A tendência, diz, é o ajuste dos preços. "É verdade que não tem mais margem de aumento de preço. Mas a bolha está muito longe de existir", frisa.





Fonte: Diário do Nordeste

C. Rolim Engenharia celebra evolução contínua.

Cenários mostrados na peça publicitária são os empreendimentos já entregues pela construtora cearense.


A C. Rolim Engenharia, em comemoração aos seus 35 anos, lançou campanha institucional, desenvolvida pela Sg Propag. Credibilidade e valorização do bem-estar são os dois principais conceitos que compõem o slogan "35 anos de evolução contínua", em sintonia com a filosofia diária do grupo. A estratégia mostra as múltiplas facetas da evolução da marca.


A campanha, elaborada pela Sg Propag, mostra as múltiplas facetas da evolução da empresa, através do conceito 35 anos de evolução contínua.


"A campanha de 35 anos celebra a evolução da C. Rolim Engenharia em todos os sentidos. Evoluir está em seu DNA, herança de seu fundador, Clovis Rolim. Um visionário que buscava sempre o novo e o melhor, construindo para transformar e semeando para perpetuar", diz Ticiana Rolim Queiroz, diretora do grupo.

A empresária destaca que a concepção arquitetônica, os métodos construtivos modernos, bem como a constante formação intelectual da equipe e a responsabilidade socioambiental são bases da empresa que "nasceu para locomotiva e não para ser um simples vagão".

Slogan

O termo evolução contínua para a C. Rolim Engenharia, de acordo com Ticiana, não é simplesmente uma frase de efeito para compor um slogan. É uma filosofia empresarial que norteia todos os dias da empresa na busca incessante por diferenciais qualitativos,sempre pautada por rigorosos padrões éticos.

A marca C. Rolim Engenharia é hoje uma grife no mercado imobiliário, planejando espaços com inteligência, ousando na arquitetura e na utilização de modernas tecnologias em materiais construtivos.

A campanha, desenvolvida para marcar a passagem dos 35 anos, tem como peça-chave um comercial de 30 segundos. O VT mostra que quem vive em um empreendimento da C. Rolim Engenharia tem um estilo de vida todo especial. Cada construção é cenário de uma vida com mais qualidade, mais contato com a natureza e muitos diferenciais. Enquanto outras empresas destacam lugares paradisíacos, o filme, produzido pela Casaverde Vídeo, mostra um novo conceito de vida, tendo como cenários empreendimentos já entregues pela C. Rolim Engenharia.

A peça publicitária é assinada pela Sg Propag e pode ser encontrada na página do Facebook da C. Rolim Engenharia http://www.facebook.com/crolimeng . Além disso, durante todo o mês de setembro será veiculada nos cinemas dos shoppings DelPaseo e Iguatemi, através da programação na rede Elemidia. A campanha conta ainda com anúncio em jornais locais e em revista regional; e com um spot de 30´´ para as rádios.


Fonte: Diário do Nordeste


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

As 10 maiores construtoras do país em 2011, segundo o ITC.

Gafisa lidera o ranking de 2011, seguida pelas construtoras MRV e Cyrela.



As maiores

O ITC, uma das consultorias mais tradicionais em fornecimento de dados para o setor de construção, divulgou hoje o balanço das companhias que mais construíram por metro quadrado no país durante 2011.
 
O 8º Ranking ITC das 100 maiores da Construção, engloba tanto construtoras que atuam nos segmentos comercial, residencial e indústria, e traz como grande ganhadora deste ano a Gafisa (no ano de 2010, a vencedora havia sido a mineira MRV).
 
Clique nas fotos para conhecer quais são as dez maiores construtoras em metros quadrados construídos, segundo o ranking.



Empreendimento da Gafisa, em São Paulo


1º lugar: Gafisa

Total de obras: 296

Área Total construída: 7,118 milhões de metros quadrados

A construtora Gafisa, que recentemente negou a oferta de compra do fundo pela GP Investimentos e Equity Internacional, foi a que mais construiu, segundo o ranking. A companhia também foi vencedora da categoria "Residencial São Paulo", sendo a construtora com o maior número de metros quadrados construidos no estado de São Paulo.

“Comemoramos, em 2011, o maior volume de entregas da nossa história, com mais de 23 mil unidades das nossas três marcas – Gafisa, Tenda e AlphaVille - em todo o País. Sem dúvidas, um mérito do nosso comprometido time de obras”, diz Duílio Calciolari, CEO do Grupo Gafisa.


Construtora MRV


2º lugar: MRV

Total de obras: 448

Área Total construída: 6,171 milhões de metros quadrados

A construtora mineira MRV, que liderou o ranking de 2010, ficou em segundo lugar em 2011 – liderou em número de obras realizadas, mas construiu menos em metros quadrados que a concorrente Gafisa.

Principal parceira da Caixa Econômica Federal no programa Minha Casa, Minha Vida, a MRV atingiu 4,322 bilhões de reais em vendas contratadas em 2011. Para 2012, a companhia conta com crescimento e anunciou a meta de vendas entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões, com margem Ebitda de 24% a 28%.


Cyrela, edifício Nova América


3º lugar: Cyrela

Total de obras: 113

Área Total construída: 4,900 milhões de metros quadrados

A incorporadora Cyrela Brazil Realty fez lançamentos de 7,9 bilhões de reais em 2011, o equivalente a 104% do piso da faixa estimada pela companhia para o ano. As vendas contratadas totais foram de 6,5 bilhões de reais no ano passado e de 2,4 bilhões de reais de outubro a dezembro.

Depois de reduzir o número de lançamentos no ano passado, e também de parceiros que cuidavam de obras, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, a construtora e incorporadora prevê vendas na faixa entre 6,9 bilhões e 8 bilhões de reais em 2012, contra meta anterior de 8 bilhões a 8,9 bilhões de reais.


Brookfield cresce 46,9% no terceiro trimestre


4º lugar: Brookfield

Total de obras: 119

Área Total construída: 4,855 milhões de metros quadrados

O quarto lugar é ocupado no ranking pela construtora Brookfield, com uma área total construída de 4.855.149,33 metros quadrados, segundo o ITC. Assim como a Cyrela, a companhia reduziu a estimativa de lançamentos para 2011, em meados do ano, de entre 4,75 bilhões de reais e 5,25 bilhões de reais para o intervalo de 4 bilhões de reais a 4,2 bilhões de reais no período. Para este 2012, a estimativa é de a companhia lançar entre 4 bilhões de reais a 4,4 bilhões de reais.


Condomínio da PDG Realty


5º lugar: PDG

Total de obras: 219

Área Total construída: 3,793 milhões de metros quadrados

A construtora PDG previa que os lançamentos ficassem entre 9 e 10 bilhões de reais no ano passado e, até dezembro de 2011, lançou 9,008 bilhões de reais em imóveis no ano passado. O resultado é 28,6% maior que os 7,005 bilhões de reais lançados em 2010. Já em relação às vendas, a PDG somou 7,481 bilhões de reais no ano – uma cifra 14,7% maior que a de 2010.

Para 2012, a construtora foi uma das poucas a divulgar o guidance do ano, estipulado entre 9,0 bilhões e 11 bilhões de reais de volume geral de vendas. Divulgar a meta de lançamentos é um dos motivos que levou a empresa a ser apontada como queridinha dos analistas, apesar de seus tropeços.


Rodobens no interior paulista



6º lugar: Rodobens

Total de obras: 188

Área Total construída: 3,613 milhões de metros quadrados

Focada na venda de imóveis de baixa renda, a Rodobens ocupa o sexto lugar no ranking do ITC, ao mesmo em que apresenta alguns dos piores resultados de sua história na bolsa. Em 2011, as ações ordinárias da Rodobens registram uma desvalorização de 33%, enquanto o índice que mede o desempenho do setor imobiliário na bolsa, o IMOB, cai 22%.

Um dos principais pontos a serem tratados pela companhia durante este ano, assim como no ano passado, é a redução do endividamento. Os esforços nesse sentido fizeram com que a Rodobens reduzisse os lançamentos, buscando ajustar o ritmo de obras aos valores contratados, além de outras medidas citadas pela companhia.


Even cresce 51,3% no trimestre


7º lugar: Even

Total de obras: 88

Área Total construída: 2,926 milhões de metros quadrados

No sétimo lugar, a construtora Even aparece com o total de 88 obras concluídas em um total de 2,926 milhões de metros quadrados construídos em 2011. No ano passado, a empresa figurou também como uma das mais lucrativas das Américas em 2010, segundo a Economática, com ganhos de 151,5 milhões de dólares.


Direcional Engenharia



8º lugar: Direcional

Total de obras: 88

Área Total construída: 2,926 milhões de metros quadrados

Fundada em 1981, a Direcional Engenharia entrou no mercado imobiliário de baixa renda em 2006 e hoje é uma das principais incorporadoras a atuar no segmento popular - apesar de contar com projetos também para a classe média e média-alta.

A companhia encerrou 2011 com um crescimento de 19% nas vendas contratadas, alcançando 1,234 bilhão de reais. Já o volume de lançamentos alcançou 1,447 bilhão de reais, resultado 35,7% maior que o de 2010. Terminou o ano ocupando o oitavo lugar do ranking do ITC.


Plaege Empreendimentos



9º lugar: Plaenge

Total de obras: 178

Área Total construída: 1,947 milhões de metros quadrados

A construtora paranaense Plaenge Empreendimentos ficou com o oitavo lugar no ranking do ITC de 2011, com 178 obras sendo feitas no período e exatos 1.947.524,29 metros quadrados construídos – resultado à frente de outras construtoras tradicionais no setor, como Rossi, Tecnisa e WTorre.


Roberto Carlos



10º lugar: Toledo Ferrari

Total de obras: 30

Área Total construída: 1,643 milhões de metros quadrados

O que o décimo lugar da lista do ITC e o cantor Roberto Carlos tem em comum? Fácil responder se você se lembrar da estreia do cantor Roberto Carlos no ramo da construção civil, em sociedade com seu empresário, Dody Sirena, e com o investidor Ubirajara Guimarães, fechada em 2010. Na época, o cantor abriu a Emoções Incorporadora para construir, em parceria com a Toledo Ferrari Construtora e Incorporadora e a AAM Incorporadora, um edifício no bairro paulistano do Itaim Bibi, com apartamentos residenciais e unidades de escritório para classe AAA.

Além da Emoções Empreendimentos, a companhia investe em parcerias com Camargo Correa, Helbor e Setin Empreendimentos, entre outras empresas, para a construção de empreendimentos comerciais e residências de médio e alto padrão, que totalizam um VGV (Valor Geral de Vendas) superior a 8 bilhões de reais.


Fonte: Tatiana Vaz, de 
















STJ aceita liminar, e MRV sai de lista de trabalho escravo.

Para Superior Tribunal de Justiça, a inclusão da empresa não teria seguido “liturgia imposta” pela lei.


Equipe da MRV em ação
Equipe da MRV: empresa conseguiu na Justiça a retirada do seu nome da "lista suja" do trabalho escravo; inclusão fora apontada em agosto.


A construtora MRV conseguiu na Justiça o direito de sair da "lista suja" do trabalho escravo. A Prime Incorporações e Construções, que atua no centro-oeste e é parceira da MRV, também será retirada do cadastro, seguindo a mesma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
As empresas alegaram que a inclusão não teria sido precedida de nenhum ato administrativo e, por isso, seria ilegal. Disseram ainda que as consequências de terem os nomes apontados seriam "de ordem moral e material" e poderiam, inclusive, acarretar o encerramento de seus negócios.

O ministro Benedito Gonçalves, do STJ, acatou a liminar pedida pelas companhias, sustentando que, em análise preliminar, a entrada na lista não teria seguido a "liturgia imposta" pela lei que regula os processos administrativos no nível federal. Gonçalves ressaltou, contudo, que a decisão não implica prejulgamento em relação ao mérito da questão.

Criado pelo governo em 2004 para coibir a contratação de mão de obra ilegal, o cadastro do trabalho escravo funciona como um SPC para os consumidores que não pagam as contas em dia: com o nome sujo na praça, não é possível obter financiamento junto a bancos públicos.

Mercado

Na atualização semestral da lista, publicada no começo de agosto, a MRV apareceu entre os 398 nomes indicados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em dois dias, as ações da companhia mergulharam 9,4%. Nesse meio tempo, a Caixa Econômica Federal também suspendeu a concessão de novos financiamentos à empresa, que é uma das principais parceiras da Caixa e a maior repassadora de recursos do programa "Minha Casa, Minha Vida".

Segundo o governo, as irregularidades teriam sido identificadas em duas obras da MRV: na construção do empreendimento Residencial Parque Borghesi, em Bauru (SP), e no Condomínio Residencial Beach Park, em Americana (SP). Depois de entrar na lista suja, a companhia pagou verba rescisória de quase 230.000 reais para os 68 trabalhadores encontrados em condições precárias nesses locais, além de uma multa de valor não revelado.

Em comunicado à imprensa, a MRV afirmou na época que os valores, princípios e missão do grupo seriam incompatíveis com "essas práticas trabalhistas irregulares às quais se refere o cadastro”, e que a companhia já estaria tomando medidas cabíveis para promover a exclusão do seu nome da lista.


Fonte: Marcela Ayres, de