O benefício é para quem pedir crédito imobiliário ao banco e os gastos não podem ultrapassar 4% do valor financiado.
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Os gastos com cartório e o Imposto de Transmissão de Bens
Imóveis (ITBI) correspondem entre 3% e 5% do valor do imóvel.
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Comprar a casa própria ainda é um dos
principais sonhos dos brasileiros que, nos últimos anos, têm recebido grandes
incentivos para alcançar esse objetivo. Apesar do financiamento mais acessível
e das taxas de juros menores, comprar um imóvel ainda exige uma boa poupança do
consumidor, tanto para pagar a entrada, no caso de financiamento, quanto para
pagar as taxas que envolvem esse tipo de transação, cujos custos podem chegar a
5% do valor do imóvel.
Arcar com as despesas de cartório, como registro e
escritura, além do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), ficará
mais fácil para quem financiar imóveis pela Caixa Econômica Federal. A
instituição, uma das referências em crédito imobiliário no País, anunciou ontem
que essas despesas também poderão ser incluídas no contrato de financiamento,
desde que os gastos não excedam 4% do valor total financiado.
Com a mudança, um consumidor que comprou um imóvel de R$ 500
mil, por exemplo, e obteve um crédito de R$ 300 mil na Caixa Econômica Federal,
poderá incluir R$ 12 mil no valor total financiado pelo banco, referente às
despesas extras.
Aquecimento
Para o vice-presidente do Sindicato da Indústria da
Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, a medida é oportuna
e deverá contribuir para aquecer ainda mais as vendas do setor de imóveis.
"É uma medida muito bem-vinda. Alguns bancos já faziam isso, mas, vindo da
Caixa, é espetacular. Muita gente deixava de comprar um imóvel porque não tinha
o dinheiro para pagar essas taxas, que variam entre 3% e 5% do valor do imóvel.
Uma pessoa que comprava um imóvel de R$ 200 mil, por exemplo, precisa ter cerca
de R$ 10 mil para pagar essas taxas à vista. Agora, acredito que esta medida
trará um novo ânimo ao setor", destaca. "Medidas como esta são muito
bem-vindas", acrescenta.
Conforme André Montenegro, além de beneficiar quem deseja
comprar a casa própria, a medida também mostra a confiança do governo no setor.
"O governo está acreditando no setor para que o País volte a
crescer", afirma.
Atuação semelhante
O Banco do Brasil já possui um serviço semelhante ao
anunciado pela Caixa Econômica, financiando despesas decorrentes da compra do
imóvel, sem necessidade de comprovação.
Somadas ao valor do financiamento do imóvel, essas despesas
não podem ultrapassar o percentual máximo do valor do imóvel e do limite do
financiamento para a modalidade, segundo informações divulgadas no próprio site
da instituição.
Para registro em cartório, o limite financiável é de R$
2.500. Para o ITBI, o máximo é de R$ 10 mil. Para a tarifa de avaliação de
garantia, até R$ 400. Para a tarifa de avaliação jurídica, R$ 450. Já para a
emissão de certidões cartorárias, é possível financiar até R$ 300.
Exemplo
12 mil reais é o valor dos gastos que podem ser incluídos no
contrato no caso de alguém que adquiriu um imóvel de R$ 500 mil e financiou
R$300 mil, por exemplo.

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