sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Caixa passa a incluir no financiamento ITBI e despesas cartorárias.


O benefício é para quem pedir crédito imobiliário ao banco e os gastos não podem ultrapassar 4% do valor financiado.


Os gastos com cartório e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) correspondem entre 3% e 5% do valor do imóvel.


Comprar a casa própria ainda é um dos principais sonhos dos brasileiros que, nos últimos anos, têm recebido grandes incentivos para alcançar esse objetivo. Apesar do financiamento mais acessível e das taxas de juros menores, comprar um imóvel ainda exige uma boa poupança do consumidor, tanto para pagar a entrada, no caso de financiamento, quanto para pagar as taxas que envolvem esse tipo de transação, cujos custos podem chegar a 5% do valor do imóvel.
Arcar com as despesas de cartório, como registro e escritura, além do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), ficará mais fácil para quem financiar imóveis pela Caixa Econômica Federal. A instituição, uma das referências em crédito imobiliário no País, anunciou ontem que essas despesas também poderão ser incluídas no contrato de financiamento, desde que os gastos não excedam 4% do valor total financiado.

Com a mudança, um consumidor que comprou um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, e obteve um crédito de R$ 300 mil na Caixa Econômica Federal, poderá incluir R$ 12 mil no valor total financiado pelo banco, referente às despesas extras.

Aquecimento

Para o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, a medida é oportuna e deverá contribuir para aquecer ainda mais as vendas do setor de imóveis. "É uma medida muito bem-vinda. Alguns bancos já faziam isso, mas, vindo da Caixa, é espetacular. Muita gente deixava de comprar um imóvel porque não tinha o dinheiro para pagar essas taxas, que variam entre 3% e 5% do valor do imóvel. Uma pessoa que comprava um imóvel de R$ 200 mil, por exemplo, precisa ter cerca de R$ 10 mil para pagar essas taxas à vista. Agora, acredito que esta medida trará um novo ânimo ao setor", destaca. "Medidas como esta são muito bem-vindas", acrescenta.

Conforme André Montenegro, além de beneficiar quem deseja comprar a casa própria, a medida também mostra a confiança do governo no setor. "O governo está acreditando no setor para que o País volte a crescer", afirma.

Atuação semelhante

O Banco do Brasil já possui um serviço semelhante ao anunciado pela Caixa Econômica, financiando despesas decorrentes da compra do imóvel, sem necessidade de comprovação.

Somadas ao valor do financiamento do imóvel, essas despesas não podem ultrapassar o percentual máximo do valor do imóvel e do limite do financiamento para a modalidade, segundo informações divulgadas no próprio site da instituição.

Para registro em cartório, o limite financiável é de R$ 2.500. Para o ITBI, o máximo é de R$ 10 mil. Para a tarifa de avaliação de garantia, até R$ 400. Para a tarifa de avaliação jurídica, R$ 450. Já para a emissão de certidões cartorárias, é possível financiar até R$ 300.

Exemplo

12 mil reais é o valor dos gastos que podem ser incluídos no contrato no caso de alguém que adquiriu um imóvel de R$ 500 mil e financiou R$300 mil, por exemplo.



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