O segmento de construção civil espera agora que as
construtoras e incorporadoras aumentem suas margens de lucro.
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As medidas anunciadas na última terça-feira pelo governo
federal para desonerar o setor de construção civil devem provocar a redução de
preços de imóveis novos e permitirão também o aumento das margens de lucro das
construtoras e incorporadoras, segundo avaliação de Basilio Jafet, presidente
da Fiabci Brasil (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias) e
vice-presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo).
"Qualquer redução de custos é positiva e vai incidir no preço final,
certamente. Não dá para saber de quanto será a redução no preço final, mas
alguma coisa deve, sim, ser possível de reduzir", afirmou Jafet sobre o
impacto das medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda Guido Mantega.
Entre as principais mudanças anunciadas pelo governo, estão
a mudança na incidência da contribuição previdenciária (antes de 20% sobre a
folha salarial e agora de 2% sobre o faturamento bruto), válida apenas para as
construtoras, e a redução de 6% para 4% na alíquota do RET (Regime Especial de
Tributação). Essa última medida vale para construtoras e incorporadoras.
Margens de lucro
O presidente da Fiabci também sugeriu que a redução de
custos permitirá que as construtoras e incorporadoras aumentem suas margens de
lucro. "Hoje trabalhamos com margens reduzidíssimas, no limite do
limite", comentou, em mesa redonda organizada pela entidade, que debateu
as perspectivas do mercado imobiliário para o ano que vem.
Estímulo
O presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, comemorou as
medidas anunciadas pelo governo. "A redução da alíquota da RET de 6% para
4% será um estímulo grande".
Ele comentou ainda que, no caso da desoneração da folha de
pagamentos, a medida será positiva somente se as construtoras que trabalham com
mão de obra terceirizada possam abater essa redução de gastos. "Mas a
Receita já sinalizou esse abatimento", afirmou o empresário. O segmento
espera que no ano que vem ocorra um aumento no número de lançamentos na capital
paulista e elevação no número de unidades vendidas. O Secovi, porém, não fez
estimativas.
Fonte: Diário do Nordeste
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