sábado, 6 de julho de 2013

Financiamento imobiliário atinge recorde de R$ 9,75 bi em maio.

Os volumes desembolsados para crédito imobiliário com recursos livres e da poupança somaram R$ 9,75 bilhões em maio, recorde histórico da modalidade, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O desempenho mostra expansão de 18% sobre abril e de 54,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Neste ano, os financiamentos imobiliários chegaram a R$ 38,4 bilhões, montante 29,7% superior ao contratado em igual intervalo de 2012.

A entidade informou ainda que foram financiadas em maio aquisições e construções de 47,6 mil imóveis, crescimento de 17% em relação a abril e de 37% comparativamente ao ano passado.


Fonte: Valor Econômico 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Construtoras veem setor imobiliário aquecido e apostam em imóveis caros.

Passada a fase de grandes investimentos ligados ao programa Minha Casa, Minha Vida, que fez muitas empresas apostarem forte em imóveis para a baixa renda, o segmento de alto padrão está voltando a seduzir construtoras e incorporadoras de peso, além de novas entrantes no mercado.

De um lado, as empresas demonstram otimismo com o aumento da renda média dos brasileiros. De outro, readequam estratégias após lidarem com grandes estoques de imóveis para vender no segmento de baixa renda, frutos do cancelamento de contratos.

Os lançamentos dos imóveis de alto padrão - que chegam a superar R$ 10 mil por metro quadrado em alguns municípios - se concentram nas duas maiores cidades do País, onde a disputa por espaços é cada vez mais acirrada em bairros como Ipanema e Leblon, no Rio, e Moema, Jardins e Pinheiros, em São Paulo.

"A demanda por empreendimento de alto padrão ainda tem muito a crescer, devido ao visível aumento da renda no Brasil e ao crescimento desta fatia da população", disse o vice-presidente financeiro da Cyrela, José Florêncio, sem mencionar números. Nos últimos cinco anos, o segmento representou, em média, 33% dos lançamentos da empresa.

A PDG Realty, que tradicionalmente tem nesses imóveis cerca de 15% de seus lançamentos, avalia inclusive expandir sua atuação, ingressando em Belo Horizonte e em Brasília com os imóveis de alta renda.
"Existe plano para isso, sim (...) para o ano que vem", afirmou o vice-presidente de incorporações da PDG, Antonio Guedes, explicando que a empresa ainda terá que adquirir terrenos para os projetos.
"Ele (segmento de alta renda) é importante para agregar valor à marca, dá margens boas", disse o executivo, sem revelar os números.

A margem bruta do setor de alta renda é de 30% a 35% enquanto que os empreendimentos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida é de 20% a 25%, de acordo com um analista que preferiu não ser identificado.

O otimismo de construtoras e incorporadoras com o setor contrasta com o ambiente econômico - o PIB brasileiro ruma em 2013 para o terceiro ano seguido de crescimento abaixo de 3%. Para as companhias, o ânimo se apoia no movimento de crescimento da renda das famílias e em números recentes do setor.
Segundo o Secovi-SP, o mercado de imóveis residenciais novos na capital paulista teve a maior alta de vendas e lançamentos para o mês de abril desde 2004, de 73,8% em relação a abril de 2012. Não há dados específicos gerais sobre o desempenho por segmento.

A incorporadora americana Related Brasil, que chegou ao País em fevereiro de 2012, quando o boom imobiliário já dava sinais de estafa, lançará este ano dois empreendimentos residenciais em São Paulo com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 1,4 bilhão, cobrando entre R$ 9 mil e R$ 18 mil pelo metro quadrado.

"São Paulo é uma metrópole como qualquer outra do mundo, com número crescente de milionários, helicópteros e bancos de investimento", disse o presidente da incorporadora, Daniel Citron.

A Related fechou uma parceria com a RealtON, especializada em venda de estoques de imóveis, que formará uma equipe exclusiva para vender os empreendimentos da incorporadora, contratando 40 corretores até julho. Esses profissionais custam cerca de três vezes mais do que a média do mercado, segundo o presidente da RealtON, Rogério Santos.

Há pouco mais de uma semana, a Gafisa vendeu 70% da Alphaville, sua empresa de loteamentos urbanos de alto padrão, por cerca de 3 vezes e meia o seu valor patrimonial, numa demonstração do interesse crescente dos investidores por esse segmento. Ao mesmo tempo, de acordo com analistas do Bank of America Merrill Lynch, o consenso de mercado precificava a Gafisa em 0,8 vez o seu valor patrimonial.
Entre 2007 e 2012, os lançamentos de Alphaville aumentaram mais de quatro vezes, para R$ 1,3 bilhão, informou a Gafisa, que controlou a companhia neste período. Os compradores do controle da Alphaville foram as companhias de investimento Blackstone Real State e Pátria Investimentos.

Terrenos caros e escassos

Os terrenos para o segmento de alta renda costumam ser de quatro a dez vezes mais caros do que os voltados para a média renda, enquanto os custos das obras tendem a ser no mínimo o dobro, de acordo com o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emílio Kallas.

Com a baixa disponibilidade de terrenos em áreas nobres, as empresas pagam mais caro pelas áreas, mas repassam os valores aos consumidores e ainda cobram a mais pelos lugares centrais.

"A gente precisa olhar 100 oportunidades (de terreno) para conseguir fazer um ou dois negócios", diz Citron, da Related. "Mas as pessoas querem morar nessas regiões que estão perto de tudo e elas pagam por isso", acrescentou.



Fonte: 

domingo, 9 de junho de 2013

Gafisa vende Alphaville para Pátria e Blackstone.


A Gafisa oficializou em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a assinatura de contrato para venda de participação majoritária de 70% na subsidiária Alphaville Urbanismo para as empresas de private equity Blackstone e Pátria Investimentos, conforme antecipado pelo Valor, avaliando o valor total das ações de Alphaville em R$ 2,01 bilhões. 

A operação de venda permite que a Gafisa detenha participação de 30% na empresa e receba recursos procedentes da transação no valor bruto previsto de R$ 1,4 bilhão, corrigidos pela taxa Selic até a data do fechamento da transação. Do preço serão reduzidos os dividendos eventualmente pagos por Alphaville entre dezembro de 2012 e a data de conclusão do negócio. 

Blackstone e Pátria Investimentos manterão a atual equipe de gestão da Alphaville, liderada por Marcelo Willer.



Fonte: Valor Econômico 

Crédito imobiliário na Caixa cresce quase 40% no ano.


As concessões de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal subiram 39,7% nos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período de 2012, alcançando R$ 51,2 bilhões, informou o banco nesta sexta-feira.

O objetivo da Caixa é desembolsar R$ 126,5 bilhões no crédito para aquisição da casa própria em 2013, sendo que a meta foi elevada de R$ 120 bilhões depois dos bons resultados vistos no início do ano. Em 2012, o volume de contratações em habitação na Caixa foi de R$ 106,7 bilhões.

Do total já aplicado, R$ 31 bilhões foram destinados à compra de imóveis prontos (novos ou usados) e R$ 20,2 bilhões para financiar a produção de empreendimentos habitacionais.

O diretor de habitação da Caixa, Teotonio Rezende, destacou, em nota, que os recordes do banco no mercado de habitação são consequência da “conjugação das condições da economia”, do crescimento da renda e da ampliação do acesso à casa própria por meio do programa do governo federal “Minha Casa Minha Vida”.

A Caixa ainda informou que foram contratadas pelo “Minha Casa Minha Vida” mais de 2,6 milhões de unidades habitacionais desde 2009 até maio deste ano, das quais 1,2 milhão foram entregues. A projeção, segundo a Caixa, é contratar pelo programa 3,4 milhões de habitações até 2014.



Fonte: Valor Econômico 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Hotel Ibis com inauguração prevista para 2015.

A rede hoteleira francesa Accor e a empresa cearense Luciano Cavalcante Imóveis formaram uma parceria para trazer à capital a nova bandeira dos hotéis Ibis: a Ibis Budget. O anúncio foi feito ontem no Hotel Mercure, da rede Accor, pelo empresário Luciano Cavalcante Filho e o diretor de desenvolvimento de novos negócios para a América Latina da Accor, Abel Castro.

No total serão investidos R$ 27,5 milhões da Luciano Cavalcante no primeiro projeto hoteleiro da empresa, que atua há 30 anos no mercado imobiliário.  “Sempre tive medo de fechar negócios com bancos porque imaginava a taxa de juros, mas agora como faz muito tempo que ninguém faz hotel em Fortaleza resolvi investir”, explicou Luciano Cavalcante Filho.

Segundo Abel Castro existe em Fortaleza uma demanda hoteleira que alie baixo custo e qualidade tanto para quem vem a negócios como a passeio. E o principal objetivo do Ibis Budget é atender essa necessidade. O hotel está em construção na rua historiador Guarino, próximo à Avenida Monsenhor Tabosa e deve gerar cerca de 140 empregos indiretos e contratar 47 colaboradores diretos.

O Ibis budget terá 233 apartamentos e é a segunda parceria firmada da rede de hotéis em Fortaleza. A previsão de entrega do complexo está prevista para 2015.
A Accor, líder no mercado hoteleiro global presente em 92 países, já opera dois hotéis na região e pretende expandir o complexo no interior do Ceará, segundo Castro.“Agora vamos tentar fechar parcerias e levar a rede para cidades como Juazeiro do Norte, Crato, Sobral, Pecém e Maracanaú”, afirma. 


Fonte: Vanessa Freitas, especial para O POVO

Saiba avaliar quando um fundo imobiliário é de fato rentável.


São Paulo – A rentabilidade é talvez a primeira coisa que o investidor olha antes de decidir investir em um fundo. E no caso dos fundos imobiliários não é diferente. Mas o que é uma boa rentabilidade quando se trata de fundos que investem em imóveis corporativos? Como saber se um fundo imobiliário é efetivamente rentável?

Fundos imobiliários normalmente têm cotas negociadas em Bolsa e, se atendidas certas exigências, distribuem rendimentos isentos de imposto de renda para as pessoas físicas. Em função disso, o histórico de rendimentos só está disponível para os fundos que já são negociados em Bolsa há certo tempo.
Se a sua ideia é investir em um fundo que já tenha suas cotas negociadas na Bolsa de Valores, veja a seguir como avaliar sua rentabilidade antes de fazer essa escolha. Lembrando que este é apenas o primeiro passo antes de escolher um fundo, e que há outros fatores a serem ponderados.

Fundos distribuem dinheiro

Fundos imobiliários não são como outros fundos de investimento, que divulgam uma rentabilidade percentual mensal, convertida em dinheiro quando ocorre o resgate das cotas. Aliás, em fundos imobiliários não existe resgate de cotas.

Nos fundos de renda fixa, por exemplo, basta o investidor aplicar qualquer quantia acima do mínimo exigido, e resgatar suas cotas quando quiser reaver o dinheiro. Já nos fundos imobiliários, é preciso comprar as cotas a preço de mercado, e para sair do investimento é necessário vendê-las na Bolsa a outro interessado, como se fossem ações. O lucro advindo da venda das cotas é tributado em 20%.

Assim, os fundos distribuem periodicamente um valor em dinheiro, que pode ser reinvestido na compra de novas cotas ou não. É a quantia referente aos aluguéis pagos, ou ainda a distribuição de lucros pela venda de um imóvel na carteira. Esse valor é isento de IR.

O rendimento distribuído, portanto, é o mesmo para todos os cotistas em determinado momento. Portanto, a rentabilidade do fundo depende mesmo do preço que o investidor pagou pelas cotas.

Por exemplo, se o investidor comprou cada cota por 100 reais e hoje recebe 1 real por cota todos os meses, a rentabilidade do fundo, para ele, é de 1% ao mês. Outro investidor que tenha comprado cotas desse mesmo fundo por 150 reais a cota também receberá o mesmo valor de 1 real por cota. Sua rentabilidade, portanto, é de 0,67% ao mês.

Analise um histórico longo e o fluxo dos pagamentos

Quanto maior o histórico de rentabilidade, mais fácil entender como ocorrem os pagamentos de um fundo. Se é um fundo que rende aluguéis, por exemplo, seu histórico tende a ser mais estável, pois o valor do aluguel só costuma se alterar quando há reajustes.

A menos que seja um fundo cujas receitas de aluguel estejam atreladas ao negócio dos imóveis da carteira. Fundos que investem em shopping centers, por exemplo, costumam apresentar sazonalidades nos rendimentos, uma vez que parte do aluguel pago pelos lojistas é fixa, e a outra é condicionada às vendas.

Com relação aos reajustes, você poderá perceber se eles apenas repõem a inflação ou se há reajuste real, conforme o mercado. Alguns contratos preveem reajustes reais a cada três anos, enquanto outros só preveem esses reajustes numa eventual renovação, a cada dez anos.

“Quanto maior o histórico, melhor. Procure entender se esse histórico é estável, se os pagamentos cresceram apenas com a reposição da inflação, se há algum tipo de sazonalidade ou outras variações”, aconselha Arthur Vieira de Moraes, agente autônomo especializado em fundos imobiliários.

Veja se o fundo paga rendimentos mensalmente ou se há outra periodicidade – trimestral ou semestral, por exemplo. Verifique ainda se, em determinado mês, houve um aumento ou uma queda forte no rendimento. Se houver distribuição dos lucros da venda de um imóvel, provavelmente o valor do rendimento vai aumentar por um ou alguns meses.

“É preciso separar o que é receita operacional – de aluguel – do que é receita não operacional – como os ganhos com a venda de imóveis. O mais importante é olhar o valor efetivo do aluguel, pois é isso que o investidor vai receber sempre”, explica Vieira de Moraes.

É claro que apenas de olhar o histórico de rentabilidade fica difícil entender aquele sobe-e-desce. Por isso, o especialista aconselha que o investidor recorra aos comunicados dos fundos ao mercado, disponíveis na aba “Comunicados e Outros Documentos” de cada fundo na página da BM&FBovespa. Alguns fundos publicam esses documentos em seu site.

Lá constam as distribuições de rendimentos, atas de assembleias de cotistas e outros informativos ordenados por data. Assim, ao verificar um desvio em algum momento do histórico de rendimentos, o investidor pode verificar o que aconteceu perto daquela data.

Cheque ainda se o fundo está amortizando cotas (devolvendo partes do principal aos cotistas) e se isso quer dizer que ele está em período de desinvestimento, podendo se encerrar em breve.

Caso não esteja conseguindo entender alguma mudança na distribuição de rendimentos, o investidor pode ainda recorrer ao gestor do fundo para tirar as dúvidas.

Compare a rentabilidade com outras aplicações e defina a boa rentabilidade para você

Bons rendimentos dependem das circunstâncias da economia. Fundos imobiliários são investimentos de risco, e não aplicações de renda fixa. O preço das cotas pode cair, assim como os rendimentos, que podem ser afetados pela vacância dos imóveis, pela sazonalidade, por reajustes para baixo (caso haja queda dos aluguéis na região), por períodos de baixa nas receitas dos inquilinos (no caso dos fundos que tem parte do aluguel variável), entre outros fatores.

Assim, eles precisam pagar mais que os investimentos conservadores para valerem a pena. De acordo com Arthur Vieira de Moraes, com o patamar atual da taxa básica de juros (7,50% ao ano), uma rentabilidade líquida de taxas de 0,60% ou 0,65% ao mês em um fundo imobiliário já é interessante, pois é mais do que é possível ganhar na renda fixa. “Mas quando a Selic estava em 10% ao ano, esse rendimento não era suficiente”, diz.

Hoje, uma aplicação financeira que tenha rendimento semelhante à taxa Selic paga 0,60% ao mês, sendo que ainda haverá, muito provavelmente, incidência de IR e taxas sobre esse percentual. Um fundo imobiliário com rentabilidade líquida de taxas de 0,60% ao mês, portanto, já é mais interessante, uma vez que não há incidência de IR.

Você pode ainda fazer a comparação com as NTN-B, títulos vendidos via Tesouro Direto que pagam uma taxa prefixada mais a inflação pelo IPCA. Como os aluguéis dos fundos imobiliários também são corrigidos pela inflação, essa comparação é mais precisa.

As NTN-B atualmente pagam de 3,73% a 4,44% ao ano acima da inflação, antes do desconto de taxas e IR. Portanto, um fundo imobiliário com rendimento de aluguéis líquido de 0,60% ao mês (ou 7,43% ao ano) vale mais a pena.

É claro que é preciso avaliar os riscos do fundo para saber se esse prêmio de risco – o valor que o fundo paga acima da renda fixa – é realmente o suficiente.

Por exemplo, um fundo pode estar com uma rentabilidade muito alta em dado momento porque o preço das suas cotas caiu bruscamente, em função de um problema qualquer: uma ameaça de calote ou de vacância importante, por exemplo.

Já um fundo sólido e com ótimos inquilinos pode ficar caro, uma vez que os investidores correram para ele, aumentando o preço da cota e reduzindo a rentabilidade em termos percentuais.

Outro ponto a se avaliar é a liquidez do fundo. “Mesmo que o fundo seja ótimo, se for pouco negociado, o preço das cotas precisa estar baixo em relação aos rendimentos. Isso porque, na hora de vender suas cotas, o investidor provavelmente terá de aceitar dar um desconto para achar um comprador. É um risco adicional”, diz Arthur Vieira de Moraes.

Fonte: Exame.com

Investidores esperam retornos de 20% ao ano, revela estudo.


São Paulo – Uma pesquisa realizada pela Santander Corretora com investidores de alta renda que acessaram seu site nas últimas três semanas mostrou que a maioria espera que seus investimentos tenham um retorno médio de 20% ao ano nos próximos 10 anos.
Apenas em 2013 os investidores foram menos otimistas e afirmaram que esperam um retorno de 13%. 

Os mesmo entrevistados foram questionados sobre o que eles estão dispostos a aturar para alcançar tal retorno: 75% responderam que não estão dispostos a suportar nem perdas mínimas nos próximos anos, mesmo que essas perdas ocorram em períodos curtos, de no máximo seis meses; e 70% afirmaram que não estão dispostos a investir na Bolsa.

Cerca de 50% dos respondentes afirmou que os retornos de suas aplicações devem ser provenientes principalmente de investimentos ligados ao mercado imobiliário. Em segundo lugar, o investimento que deve lhes trazer o maior retorno são as ações de Blue Chips, ações com maior volume de negociação em Bolsa e em terceiro lugar investimentos em commodities. 

As informações prévias da pesquisa foram divulgadas nesta quarta-feira pelo superintendente da Santander Corretora, Aquiles Mosca, durante o 7º Congresso Anbima de Fundos de Investimento. 

Segundo Mosca, a pesquisa revela o excesso de otimismo dos investidores brasileiros. “O brasileiro só olha a possibilidade de ganhar dinheiro. Na pesquisa, 74% dos entrevistados disseram que acreditam apenas em uma possibilidade de alta do mercado. Enquanto apenas 39% acreditam na possibilidade de haver uma queda. Eles estão olhando muito mais tempo, ou só olhando a possibilidade de alta, é um excesso de otimismo. O investidor brasileiro quase não olha os dados de risco na hora de investir”, diz. 

Ele acrescenta ainda que esse excesso de confiança está ligado aos investimentos mais familiares aos investidores. Entre os entrevistados que responderam que os retornos devem vir principalmente do mercado imobiliário, a maioria já possui algum tipo de investimento imobiliário na carteira. “Há uma grande correlação do que eles esperam de rentabilidade com aquilo que eles têm familiaridade. E apesar de muitos acreditarem no retorno dos fundos imobiliários, muitos deles continuam com rentabilidade negativa”, diz.

O superintendente da Santander Corretora conclui que o estudo evidencia a forte tendência dos investidores em ignorar cenários negativos e em acreditar que poderão ter retornos altíssimos, mesmo sem diversificar seus investimentos e se dispor a investir em ativos mais arriscados. “Há um grande desafio pela frente em educar financeiramente esses investidores para ajustar suas expectativas”, finaliza.

Fonte: Exame.com

Ações da Rossi lideram altas do Ibovespa.


As ações da incorporadora Rossi sobem com força nesta quarta-feira. Por volta das 11h50, os papéis avançavam 8,15%, para R$ 3,45, e lideravam as maiores altas do Ibovespa. O índice sobe 0,65%, a 55.023 pontos. 

A companhia divulgou na noite de ontem os resultados do primeiro trimestre de 2013 e realizou nesta manhã teleconferência com analistas. O diretor-superintendente da companhia, Leonardo Diniz, afirmou que a empresa “mostrou importante mudança de tendência, passando pelos pontos de inflexão das curvas de rentabilidade e geração de caixa”.

O discurso de Diniz se refere à melhora do desempenho da companhia em relação ao quarto trimestre de 2012, à medida que, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, os resultados pioraram.

A Rossi Residencial teve prejuízo líquido de R$ 9,97 milhões no primeiro trimestre de 2013, ante o lucro líquido de R$ 62,56 milhões no mesmo período do ano passado. “O resultado foi bastante satisfatório na comparação com o do quarto trimestre de 2012”, afirma o diretor.


Fonte: ValorEconômico 

Lucro da Cyrela sobe 52% e atinge R$ 179 milhões.


A incorporadora Cyrela encerrou o primeiro trimestre com lucro de R$ 179 milhões, alta de 52% em relação a um ano antes. As receitas recuaram 13% no período, para R$ 1,26 bilhão, mas foram compensadas por ganhos de rentabilidade.

A margem bruta subiu 3,8 pontos percentuais, para 33,3%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 27,4%, para R$ 254 milhões. A margem Ebitda ficou em 20,2%, contra 13,8% nos três primeiros meses de 2012.

O resultado da Cyrela ficou um pouco abaixo da média das estimativas dos analistas consultados pelo Valor, que apontavam para lucro de R$ 185 milhões no período.


Fonte: Valor Econômico 

Tecnisa reverte prejuízo e tem lucro de R$ 42 milhões no 1º trimestre.


A Tecnisa reverteu o prejuízo líquido de R$ 11,3 milhões do primeiro trimestre de 2012 e registrou lucro líquido de R$ 42,4 milhões no intervalo de janeiro a março deste ano. A receita líquida cresceu 82,4% no trimestre, para R$ 430,1 milhões. 

A margem bruta ajustada passou de 31,8% no primeiro trimestre de 2012 para 37,4% nos três primeiros meses de 2013. No quarto trimestre de 2012, o indicador estava em 16,1%. 

O lançamento das primeiras torres do empreendimento Jardim das Perdizes resultou no aumento da receita e, consequentemente, do lucro da companhia. Os novos projetos têm margens mais elevadas que os das safras antigas, contribuindo também para a melhora dos resultados.

A margem bruta a apropriar ficou em 37,9% no primeiro trimestre. Os lançamentos realizados em 2013 têm margem a apropriar de 51,6%. 

No primeiro trimestre, a companhia registrou consumo de caixa de R$ 48,5 milhões, com queda de 59,9% ante o mesmo período do ano passado e redução de 79,5% na comparação com o quarto trimestre de 2012.

Os repasses cresceram 29% no primeiro trimestre ante o quarto trimestre de 2012, para R$ 153 milhões. 

Os distratos — cancelamentos de vendas - somaram R$ 121 milhões de janeiro a março.

No primeiro trimestre, a Tecnisa fez captação de dívidas corporativas de R$ 203 milhões, por meio de cédulas de crédito bancário (CCBs) para investimentos em empreendimentos imobiliários e reforço de liquidez.

A relação entre dívida líquida e patrimônio líquido da companhia era de 108,3% no fim do primeiro trimestre, ante 111,5% no quarto trimestre.


Fonte: Valor Econômico 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Prejuízo da Brookfield quase triplica no 1º tri, para R$ 47,71 milhões.

A Brookfield Incorporações registrou prejuízo líquido de R$ 47,7 milhões no primeiro trimestre. O valor é quase três vezes maior que o prejuízo líquido de R$ 16,31 milhões do mesmo período do ano passado.

A companhia reapresentou o balanço do primeiro trimestre do ano passado. Houve reapresentação porque a empresa distribuiu o impacto do ajuste de orçamento realizado no quarto trimestre de 2012 no resultado líquido dos trimestres anteriores do ano.

No primeiro trimestre do ano passado, a Brookfield havia reportado lucro líquido de R$ 4 milhões.

A cada divulgação trimestral de resultados, a companhia vai reapresentar o balanço do trimestre equivalente de 2012.

No primeiro trimestre, a receita líquida da companhia cresceu 28,2%, para R$ 741,96 milhões, na comparação com o indicador do balanço reapresentado de janeiro a março de 2012.

O lucro bruto teve queda de 14,9%, para R$ 100,403 milhões. Com isso, a margem bruta encolheu de 20,4% para 13,5%.

A queda da margem bruta foi a principal razão para o aumento do prejuízo da companhia no trimestre.

A piora da margem resultou do impacto dos ajustes de orçamento realizados pela Brookfield no ano passado. “Subestimamos o impacto dos ajustes de orçamento de 2012 ao longo do tempo”, diz o presidente da incorporadora, Nicholas Reade.

Conforme Reade, as margens da companhia começarão a ter melhora mais expressiva no segundo semestre e “benefício pleno”, a partir do ano que vem, das mudanças implementadas para aumentar o controle de execução, como a criação de departamento centralizado de orçamentos e compras.

As mudanças abrangem também reorganização da diretoria, em que todos os diretores executivos passaram a ter responsabilidade com abrangência nacional. Desde outubro, foram substituídos 30 gerentes de obra ou de produção por profissionais mais alinhados à empresa.

A companhia revisou para baixo sua meta de margem bruta a ser obtida até o quarto trimestre de 2013 da faixa de 28% a 30% para o intervalo de 20% a 24%.

No trimestre, a margem bruta piorou também em função do mix de vendas de empreendimentos com rentabilidade menor e do impacto de R$ 10 milhões de custos adicionais incorridos de obras concluídas nos trimestres anteriores.

Houve contribuição ainda, para a queda do indicador, de R$ 120 milhões de outras receitas, referentes a serviços de construção prestados a terceiros e à faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, cujas margens são mais baixas.

Conforme o diretor de relações com investidores da companhia, Luciano Guagliardi, não foi feita revisão de orçamento no primeiro trimestre por conta da implementação de novos sistemas especializados de orçamentos — Primavera e Hard Dollar.

No fim do primeiro trimestre, a relação entre dívida líquida e patrimônio líquido da Brookfield era de 56,5%, ante 50,2% em dezembro e 34,8% no fim de março de 2012. O volume de vencimentos de dívida corporativa da Brookfield, em 2013, foi reduzido de R$ 901 milhões para R$ 426 milhões.


Fonte: Valor Econômico 

Selic a 8,25% teria impacto negativo de 2,5% para fundos imobiliários.

São Paulo -
O aumento da taxa básica de juros neste ano dos atuais 7,50% para 8,25%, como preveem alguns agentes no mercado, poderá ter impacto negativo de 2,5% nas cotas dos fundos imobiliários listados em bolsa, apontam analistas da Citi Corretora.
“Os juros aumentaram e este é um fator negativo para os fundos imobiliários, principalmente aqueles com proventos fixos”, dizem em relatório. O aumento da taxa básica de juros é um fator que torna menos atrativa a oferta desses produtos em termos de custo de oportunidade.
Os fundos imobiliários tiveram desempenho fraco em abril. O índice IFIX, que acompanha as carteiras listadas em bolsa, apresentou queda de 2% no mês passado. A rentabilidade média dos proventos ficou ao redor de 0,85%, ainda acima do CDI, que foi de 0,60% em abril.
Os fundos de shoppings apresentaram o melhor desempenho em abril e os fundos de escritórios de médio porte e agências bancárias tiveram os piores, segundo os analistas do Citi. As carteiras focadas em escritórios de médio porte registraram rentabilidade média negativa de 2,43% no mês passado, enquanto os portfólios que têm na carteira agências bancárias tiveram retorno médio negativo de 2,53%, considerando a distribuição dos ganhos com aluguel e a variação das cotas na bolsa.
Segundo o Citi, a vacância em escritórios em São Paulo aumentou em 2012, chegando a 6,3% no terceiro trimestre do ano passado, e há indicações de que deve continuar subindo. “Os fundos de escritórios (lajes corporativas) são os menos atrativos atualmente e sugerimos reduzir exposição a este tipo de fundo”, dizem os analistas.
A corretora aponta como destaques positivos os fundos Santander Agências (SAAG11) e SDI Logística (SDIL11). O primeiro reúne uma carteira com 21 agências e paga proventos mensais da ordem de R$ 0,66 por cota. O segundo possui uma carteira formada por galpões logísticos em Duque de Caxias (RJ) e paga proventos mensais de R$ 0,75 por cota, garantidos por fundo reserva. De acordo com a corretora, o saldo da conta vinculada indica mais pelo menos 15 meses de proventos garantidos.
As opiniões expressas no relatório refletem as opiniões pessoais dos analistas e foram elaboradas de forma independente, não expressando a posição oficial do Citigroup.
Fonte: Valor Econômico 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Preços podem subir. Novas exigências de qualidade para imóveis já vigoram a partir de julho.

Empreendimentos devem ter melhorias na qualidade e preços serão reajustados, diz Sinduscon-CE


São Paulo/Fortaleza. A norma de desempenho de edificações habitacionais NBR 15.575 foi publicada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e valerá a partir de 19 de julho. Os projetos a partir dessa data precisarão atender às exigências estabelecidas.


Norma entrará em vigor a partir do dia 19 de julho. Entre as exigências estão os quesitos acústico, térmico e de iluminação Foto: Kiko Silva

O documento institui níveis mínimos de qualidade em diversos quesitos, como acústico, térmico e de iluminação. Além disso, define a durabilidade de uma edificação em diversos sistemas, como de estrutura, paredes, revestimento e pisos.

Para a discussão da norma, participaram entidades do setor de construção, como o SindusCon (sindicato de construção) e o Secovi (sindicato de habitação), além de incorporadoras, bancos, construtoras e institutos de pesquisas, como o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Não houve a participação de entidades de defesa do consumidor.

Para o vice-presidente do Sindicato da Construção Civil do Ceará (Sinduscon- CE), André Montenegro, a nova regra veio "realmente para normatizar o conforto térmico, acústico e a durabilidade das construções". Entretanto, ele afirma que, como toda lei, as empresas precisarão de um tempo para se acostumar, mas deverão cumprir com a obrigação.

Com tantas mudanças que devem refletir na atuação do setor, ele acrescenta ainda que são poucas as construtoras atuantes no território cearense já preparadas para atuarem com as novas normas. "Muitas vão demorar para se adequar às regras impostas. Eu diria que pouquíssimas empresas estão aptas", diz.

Impacto no bolso

Embora a qualidade e a durabilidade dos imóveis aumente com as novas medidas, junto com a melhoria, um ponto negativo promete impactar no bolso do consumidor final: um reajuste no custo das construções e, consequentemente, no preço repassado ao comprador.

"As empresas vão ter que investir em novos materiais para que isso aconteça. Algumas paredes vão ter que ser engrossadas para o conforto térmico. Quando bater o sol, o calor terá de ser amenizado. Os moradores não vão poder mais ouvir sons de gente pisando no andar de cima, por exemplo", explica André.

Fortalecimento no CE

O Primeiro Convention & Visitors Bureau Imobiliário do Brasil será criado no Ceará. É o que garante o presidente do Conselho de Desenvolvimento do Estado, Alexandre Pereira. "Verificamos que o Ceará tem uma vocação imobiliária muito forte, não só pela construção civil mas pelos investidores, inclusive do exterior, e não existia algo que apoiasse estes investimentos".

Alexandre confirmou a criação da entidade como primeiro ato da Câmara Setorial de Imobiliárias, instalada ontem. "Tivemos a ideia de uma Câmara Setorial Imobiliária para criar um ambiente propício para os investimentos imobiliários. Escutamos muito de construtores que estavam indo fazer investimentos em outros Estados por conta da burocracia. O Ceará sai na frente, e com isso, irá buscar investidores para fazer parcerias com empresas cearenses", garantiu, explicando que a entidade buscará movimentar "um círculo virtuoso" que gira em torno de si, citando esferas da economia como o comércio e os serviços.


Fonte: Valor Econômico

sábado, 6 de abril de 2013

Alta do preço dos imóveis desacelera no trimestre, mostra FipeZap

O índice FipeZap — calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o portal Zap Imóveis — apontou desaceleração do ritmo de aumento dos preços de imóveis no primeiro trimestre. No combinado das sete cidades que compõem o indicador, houve alta de 2,7%, ante a elevação de 4% nos três primeiros meses de 2012 e de 6,4% no primeiro trimestre de 2011.

Em março, houve aumento de 0,9% no indicador composto, que abrange 16 cidades, para R$ 6,612 mil o metro quadrado. A variação foi semelhante à de fevereiro. Houve queda de preços no Distrito Federal e em Fortaleza, de 0,1% e 0,6%, respectivamente. As maiores altas foram registradas no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, de 1,3% e 1,2%, respectivamente.

Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 5 de março de 2013

A Gangorra dos Preços


por João Teodoro da Silva


Para quem, nos anos recentes, tem assistido a uma contínua alta no valor dos imóveis, o ano de 2013 desponta com significativa novidade para o mercado imobiliário: os preços irão se estabilizar e, em alguns casos, começar a se retrair. Levantamentos recentes feitos pelo Sistema Cofeci-Creci identificam que o boom imobiliário entrará em nova etapa.
A partir de agora, iremos assistir a uma fase de estabilização. Os preços irão se aproximar mais da realidade mercadológica e, assim, do bolso do consumidor, de acordo com a singular lei de oferta e procura. Esse movimento se iniciou em 2012. Irá alterar o cenário atual, de constantes altas, e afetar todos os setores do mercado imobiliário, da comercialização ao mercado de locação.

Somente onde haverá grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, ainda há possibilidade de alguma majoração nos preços. E, ainda nesse contexto, a situação será singular e momentânea. O recente boom imobiliário no Brasil reacendeu um setor que estava estagnado. E causou uma disparada de preços, que chegou até mesmo a desequilibrar a lógica e a aritmética vigentes nesse mercado. Enquanto os Estados Unidos enfrentavam uma grave crise, originada numa bolha imobiliária, o Brasil via o segmento explodir, em função de uma imensa demanda reprimida nos anos anteriores. Num primeiro olhar, muitos identificaram aqui também a ameaça de uma bolha.

A mesma, felizmente, nunca ocorreu no Brasil. Agora, teremos que estar preparados para enfrentar um segundo momento: a estabilização dos preços e até mesmo um retrocesso nas tabelas de comercialização, de investimento e até mesmo da presença do setor e seus índices na macroeconomia nacional. Em muitos centros urbanos, as construtoras voltadas para as classes média e alta retraíram investimentos. Necessitam comercializar o estoque acumulado. Para isso, terão que rever valores e condições, e precisar ainda mais de um bom agente comercializador, o corretor de imóveis, para conquistar o cliente. Voltando no tempo, é necessário rememorar a sequência histórica.

Tudo começou em 2005, após a Lei Federal 10.931, em vigor a partir de agosto de 2004.Em seu texto, a nova regulamentação atacava dois pontos cruciais naquele momento. Primeiro, a lei ampliou a segurança de quem investe em um imóvel, regulamentando o patrimônio de afetação. Assim, afastou os fantasmas herdados de casos como a Encol, que ainda eram muito fortes no imaginário do consumidor. Em sua segunda parte, a regra induziu o sistema financeiro a destinar recursos para o crédito imobiliário. Com isso, promoveu a oferta de financiamentos, ampliou o acesso ao crédito com extensão no limite de prazos para a quitação e da idade dos aspirantes ao benefício, desburocratizou a concessão de financiamentos, estimulou a concorrência saudável no mercado financeiro por melhores condições ofertadas ao consumidor. Uma medida complementar também ajudou no aquecimento do mercado, com a possibilidade de financiar não só imóveis novos, mas também usados.

Em seguida, os benefícios, até então direcionados a imóveis residenciais, abrangeram também unidades comerciais.
Veio o Programa Minha Casa, Minha Vida para agregar força e complementar a política habitacional. O boom imobiliário, com tantas alavancas, nada mais foi do que a descompressão de um mercado que estava reprimido desde o Plano Collor. Assim como interpretamos o boom imobiliário como um crescimento ávido, nosso desafio agora será não considerar o equilíbrio que se avista como momento recessivo. Ao analisar os números que deverão permear o mercado em 2013, teremos de considerar que a gangorra que subiu nos últimos anos, começa a baixar -e não sabemos em que ponto irá interromper o movimento -, mas segue criando oportunidades para todos.

Pesquisa recente aponta que mais de 7 milhões de consumidores das classes C e D esperam adquirir um imóvel nos próximos dois anos. Há crédito imobiliário disponível para isso.
O momento, agora, é de reflexão e redirecionamento. O mercado continuará aquecido, mas voltado a novos segmentos, com muitas e boas oportunidades para consumidores, vendedores e intermediários das operações imobiliárias.

PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS (SISTEMA COFECI- CRECI)

sábado, 2 de março de 2013

Prefeitura quer zerar 800 alvarás com pendência.

Nova secretária quer atingir meta até o fim deste ano e começou resolvendo questão com construtores

Zerar o estoque de 800 alvarás pendentes é a meta para 2013 da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma, antiga Semam), de acordo com o afirmado pela titular da pasta, a arquiteta Águeda Muniz. Todos os processos estão sob análise desde a gestão passada e, para serem liberados, precisam que os construtores apresentem algum documento.

Com este objetivo, ela disse já ter resolvido o impasse com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE) sobre a Taxa Compensatória Ambiental (TCA) - cobrada pela Prefeitura e contestada pela entidade representativa das construtoras.

"Ela (Águeda Muniz) apresentou para nós a campanha ´Estoque Zero´, que visa zerar os processos com pendências e criar novos procedimentos. Todos dentro da lei, claro", contou o vice-presidente do Sinduscon-CE, André Montenegro. De acordo com o empresário, a Prefeitura passou a respeitar a liminar que isentava as construtoras dos 0,5% de TCA e acabou com o embargo às 81 obras em Fortaleza, as quais contabilizavam R$ 4,8 bilhões em investimentos. Montenegro também contou de uma reunião marcada com a titular da Seuma, para a semana que vem, quando os filiados ao Sinduscon-CE deverão apresentar melhorias no "fluxograma apresentado pela Secretaria".

"A meta é trabalhar de forma compromissada com o rigor técnico, transparência e agilidade para, ainda neste ano, reduzir o estoque de processos existentes", reforçou Águeda. Ela ainda disse, sem citar nomes, que "vem buscando entendimento com todos os setores ligados ao planejamento e controle das questões urbanas e ambientais", como a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo e o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Ceará (Crea-CE).

Poluidores devem pagar

Ainda sobre o impasse da TCA, a nova titular do Meio Ambiente da Capital explicou que todo empreendimento considerado potencialmente poluidor, com mais de 1.000 m² de área, situado em regiões onde a questão ambiental é mais delicada ou não haja rede de esgotamento sanitário, "é passível de licenciamento". Ou seja, construções dentro deste perfil devem pagar a Taxa Compensatória Ambiental à Prefeitura.

Análises e prazos

Além do ´Estoque Zero´ revelado por André Montenegro, a secretária informou sobre a elaboração de um estudo para mapear os processos existentes no setor de análise ambiental, o que fez a nova diretoria da Seuma conhecer os processos jurídicos já de posse da pasta.

"O fluxo de análise está sendo revisto de forma a otimizar o prazo de análise mas, jamais, flexibilizar ou impedir o rigor da análise", pontuou.

Já o tempo de análise pela Seuma não é fechado pela secretária. De acordo com ela, o tempo de emissão dos alvarás e licenças é diferenciado e depende, principalmente, das pendências e notificações de cada construtora. Dentro do trâmite, são necessárias, além dos alvarás emitidos pela Seuma, as licenças Prévia (LP), de Instalação (LI) e de Operação (LO).

Urbanismo na Capital

Perguntada sobre quais alterações o nome ´Urbanismo´ traz para a secretaria que dirige, Águeda afirma que, além das análises de projetos "no que se refere à emissão de alvarás e licenças", estão sob a alçada do novo termo as ações voltadas para o plano de drenagem de Fortaleza (em parceria com a Secretaria de Infraestrutura) e "a fiscalização relacionada à poluição visual, sonora e ambiental" (integrada às Secretarias Executivas Regionais - SERs).

Segundo Águeda, os trabalhos de fiscalização começaram durante o Carnaval, quando disse ter intensificado as ações de fiscalização contra paredões de som em Fortaleza.

Ela ainda garantiu que os fortalezenses já sentem as ações que o Urbanismo acrescentado à pasta proporcionou à Capital.

"A Seuma diariamente recebe e-mails e telefonemas de denúncias e a orientação é que todas sejam respondidas", finalizou.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Construtoras reivindicam novo zoneamento aéreo em Fortaleza. Sinduscon quer mudanças.

Objetivo é aumentar os limites de altura para a construção de novos prédios em áreas com restrições.





O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE) está pleiteando, junto ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão ligado ao Comando da Aeronáutica, a modificação da Zona de Proteção do Aeroporto de Fortaleza. Segundo o presidente do Sinduscon-CE, Roberto Sérgio, o zoneamento atual tem inviabilizado novos projetos em áreas de expansão imobiliária da Capital. Segundo ele, nesta semana estaria agendada uma reunião com o Decea, no Rio de Janeiro. No entanto, o encontro foi desmarcado a pedido do órgão e reagendado para depois do Carnaval.

Conforme Roberto Sérgio, bairros no entorno da avenida Washington Soares apresentam restrições para construção de edifícios de mais de 14 pavimentos. “Pelo Plano Diretor da Prefeitura dava para ter 22 andares. Com o Plano da Aeronáutica eu perco oito pavimentos. O projeto é inviável”, explica.

Em vigor desde 2006, a portaria nº 104 do Decea, também chamada de Zona de Proteção, estabelece os limites para a construção de prédios na área de influência do aeroporto da capital cearense. De acordo com documento, zonas da capital estão impedidas de ter construções acima da altura permitida a fim de não afetar o tráfego de aeronaves. No Edson Queiroz, Luciano Cavalcante e Cidade dos Funcionários o limite máximo é de 77 metros de altitude (considerando a altura do terreno em relação ao nível do mar) ou 52 metros de desnível (nesse caso, comparando a altura do local da obra com a altitude da pista do aeroporto, que é de 25 metros).

Em áreas mais próximas da pista do aeroporto, a restrição é ainda maior. No São João do Tauape, Aerolândia, Vila União, Parreão, Serrinha, Dias Macedo e Boa Vista, o limite de altitude é de 61 metros ou 36 metros de desnível.

Segundo Sérgio, as regras em vigor deixam vários edifícios da capital fora do padrão. “Na atual situação, uma obra igual a Torre Quixadá não passa. É uma discussão muito grande, é tecnicamente difícil de um entendimento. Então, eu já estou convencido que a solução é política”, diz.

Impasse

De acordo com a titular da Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) de Fortaleza, Águeda Muniz, a responsabilidade sobre o espaço aéreo é da Aeronáutica, cabendo à Prefeitura a ordenação da ocupação do solo. “Nós, como município, temos de obedecer. Sempre temos de observar as restrições”, afirma.

Segundo a secretária, a portaria do Decea tem sido obedecida nos projetos autorizados. No entanto, segundo ela, há casos “pontuais”, na Capital, de edifícios que fogem aos limites de altura previstos pela Aeronáutica. “Tem prédio que é pra ter 20 pavimentos, mas parou no décimo ou nem começou a obra, porque não pode construir mais de 10 (pavimentos). Isso existe, mas é uma questão que teremos de resolver com a Aeronáutica”, explica.

De acordo com o Comando da Aeronáutica, por meio da assessoria de imprensa, a solicitação do Sinduscon-CE está sendo revista pelo Decea.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A modificação da Zona de Proteção Aérea do Aeroporto de Fortaleza iria possibilitar, conforme o Sinduscon-CE, a construção de empreendimentos em bairros da Capital que, atualmente, apresentam limitações.



Fonte: O Povo

Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará articula criação da Câmara Setorial da Indústria Imobiliária.


Com o objetivo de criar uma Câmara Setorial da Indústria Imobiliária, a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) reuniu vários representantes do setor imobiliário na última sexta-feira, 01/02/2013, no auditório de sua sede. No encontro foram discutidas várias ações de parceria, envolvendo e aproximando os setores público e privado, a fim de desenvolver o setor imobiliário do Estado.




Participaram da reunião os representantes de 21 instituições públicas e privadas, que formam o elo da cadeia produtiva imobiliária. Compareceram membros de incorporadoras e construtoras, corretores de imóveis, cartórios, bancos, gestores de órgãos de meio ambiente e turismo das administrações municipal e estadual, sindicatos, conselhos e demais interessados.

Segundo o presidente da Adece, Roberto Smith, o objetivo da Câmara é criar elementos de contato entre o setor privado e setor governamental. “Queremos estabelecer os elementos que sejam necessários para desatravancar certos processos que não caminham, questões como incentivos fiscais, aumento de produtividade, melhoria da formação da mão de obra, entre outras ideias e discussões que realmente resultem em ações sólidas para o setor no Estado”, explica Roberto Smith.

Para o consultor de marketing Paulo Angelim, a motivação maior para a criação da CS foi por observar as dificuldades enfrentadas pelos investidores nacionais e estrangeiros que queriam investir no mercado imobiliário cearense.

Segundo Angelim, faltam informações e estatísticas sobre o setor. “A nossa ideia é criar uma entidade independente, uma organização onde esses investidores e atuantes do setor possam não só ter as informações necessárias, mas também serem acolhidas, conduzidas em todos os processos e legitimadas pelo governo”, explica.

Durante a reunião, os participantes decidiram, por unanimidade, pela criação da Câmara Imobiliária. A solenidade de instalação foi marcada para o próximo dia 22 de fevereiro, quando também haverá a eleição do presidente e do secretariado executivo do novo fórum.

ENTENDA

As Câmaras Setoriais são órgãos de caráter consultivo, compostos por representantes das entidades privadas envolvidas, organizações não governamentais e órgãos públicos e privados relacionados aos respectivos segmentos.
Os integrantes das Câmaras atuarão em conjunto, visando à identificação de dificuldades e à proposição de sugestões que contribuam para o desenvolvimento das atividades produtivas no Ceará.

A Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), a Associação dos Notários e Registradores do Ceará (Anoreg/Ce), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Centro Industrial do Ceará (CIC), Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Ceará (CAU/Ce), UFC, Unifor, Setur/For, Setur/Ce, Crea, Coopercom, Semam, Secopa/For, Secoap/Ce, Sinduscon, Semace, Secretária das Cidades do Estado, Creci e Fortaleza Visitors e Convention Bureau foram as instituições representadas na reunião.

EM TEMPO...

Além da CS Imobiliária, já funcionam, no âmbito da Adece, câmaras ligadas a setores produtivos como a cajucultura, carnaúba, floricultura, fruticultura, leite, mel, tilápia, camarão, trigo, vestuário, além das câmaras do audiovisual, da energia eólica, do comércio e serviços, do eletrometal, de eventos, de logística, da saúde, da tecnologia da informação e mineral.



Fonte: O Estado

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Av. Beira Mar tem o 4º valor do m² mais caro do Brasil.



O valor do metro quadrado (m²) para imóveis novos, na Avenida Beira Mar, em Fortaleza, já está na faixa dos R$ 10 mil, de acordo com o coordenador de assuntos legislativos do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), Hamilton Cavalcante. Com isso já pode ser considerado o quarto mais caro do País, ficando atrás somente dos bairros Leblon, no Rio de Janeiro, que tem média de R$ 20.451,00; Vila Conceição, em São Paulo, no valor de R$ 12.100,00, e Setor Noroeste de Brasília, com R$ 10.565,00 o metro, segundo uma pesquisa realizada pelo Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, divulgada ontem.

A Capital cearense apresenta ainda, na sequência, os bairros Meireles (R$ 7,5 mil); Aldeota (R$ 5,5 mil a 6,5 mil), e Dionísio Torres (R$ 4,5 mil a 5 mil), como os mais valorizados. Também aparecem o Bairro de Fátima e a Cidade dos Funcionários, com valores muito semelhantes aos praticados na Aldeota. “Dentre eles, o Bairro de Fátima está surpreendendo a todos, no que diz respeito à valorização. De acordo com os compradores, a justificativa é que ali é uma área livre de favelas, o que acaba sendo visto como um grande benefício, atraindo as pessoas. Tanto, que este fato já está sendo utilizado pelos corretores de imóveis como um de seus principais argumentos de venda”, disse Hamilton Cavalcante.

Alguns fatores influenciam o valor de um imóvel, mesmo sendo na área mais nobre de Fortaleza, como é a primeira quadra da Avenida Beira Mar. O tempo de construção do empreendimento, tipo de acabamento e equipamentos que tenha ou não (piscina, salão de festas, sauna, sala de fitness, dentre outros), podem fazer com que o valor possa ser reduzido em até 20% ou 30%. “Mas também há construções com um nível tão elevado, como uma piscina por andar, que leva o preço final a mais de R$ 12 mil o metro, como um que sequer chegou a ser colocado à disposição da maior parte da população, pois ficou restrito a um grupo muito seleto de compradores, totalmente comercializado na planta”, destacou o integrante do Creci-CE.

NACIONAL

O Leblon foi o bairro que registrou o metro quadrado mais caro entre 16 municípios brasileiros pesquisados pelo Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados, divulgado ontem. Segundo a pesquisa, o valor do m² no bairro carioca ficou, na média, em R$ 20,4 mil em janeiro, 69,02% maior que o mesmo espaço mais caro encontrado na cidade de São Paulo, no bairro Vila Nova Conceição, cujo valor foi de R$ 12,1 mil. Dentre as 16 cidades analisadas, o metro mais ‘barato’ foi encontrado na Praia da Costa, em Vila Velha (ES), de R$ 3,7 mil, diferença de 452,73%, em relação ao Leblon.

Ainda segundo a pesquisa, no mês passado, o preço do metro quadrado nacional ficou em torno de R$ 6.350,00 – ou seja, 0,9% maior que o valor apurado em dezembro de 2012. No mesmo período, Fortaleza registrou o maior aumento nos preços, de 3,4% - enquanto Brasília (-0,1%) e Recife (-0,3%) -, apresentaram discretos recuos. O Rio ainda tem o m² mais caro do País, R$ 8,7 mil; seguido por São Paulo (R$ 6,9 mil), Niterói-RJ (R$ 6,4 mil) e Brasília (R$ 6,3 mil). Na quinta posição aparece a cidade de Recife (R$ 5,1 mil), tendo na sequência as cidades de Belo Horizonte (R$ 5 mil), Fortaleza (R$ 4,9 mil), São Caetano do Sul (R$ 4,7 mil), Florianópolis (R$ 4,4 mil) e Porto Alegre (R$ 4,3 mil).


Fonte: O Estado

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sem alarde, bancos renegociam taxa de juros de financiamento de imóvel.


Bancos não fazem divulgação, mas alguns aceitam reduzir taxa. Simulação indica economia de R$ 14 mil em empréstimo de R$ 150 mil.


Embora não seja uma prática disseminada e alardeada pelos bancos, a renegociação da taxa de financiamento imobiliário é uma possibilidade para os consumidores, principalmente para os contratos firmados antes do movimento de redução das taxas de juros iniciado no primeiro semestre de 2012.

Uma pequena redução de 0,5 ponto percentual na taxa efetiva de juros anual contratada, numa situação hipotética simulada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), pode resultar numa economia de mais de R$ 14 mil ao longo de um financiamento de R$ 150 mil (veja ao final desta reportagem detalhes da simulação). Numa negociação mais agressiva, em que o consumidor consiga, por exemplo, reduzir a taxa de 12% para 9% ao ano, seria possível economizar mais de R$ 85 mil no exemplo apresentado pela entidade.

Não é simples obter junto aos bancos informações sobre revisão da taxa efetiva de juros contratada. Dos seis maiores bancos do país, o Bradesco e o Santander foram os únicos a admitir a possibilidade de renegociação. Mesmo assim, o Bradesco destacou que "analisa caso a caso". O Santander disse que, "analisa o perfil e o tempo de relacionamento de cada cliente com o banco".

A Caixa Econômica Federal disse que “a política de redução de juros é direcionada apenas para novas contratações”. O Banco do Brasil informou que “não adota essa estratégia negocial”. O HSBC respondeu que “não atua com a renegociação de taxa de contratos em carteira”. O Itaú foi o único que não respondeu.

O G1 apurou, entretanto, que clientes do Itaú têm conseguido reduzir a taxa de financiamento com o argumento de que bancos concorrentes oferecem condições melhores.

Em um caso, um cliente reduziu em 0,66 ponto percentual a taxa efetiva de juros anual contratada. Após contato por telefone, o banco pediu cinco dias úteis para elaborar uma contraproposta e, em dois dias, apresentou via e-mail um aditivo contratual, com a alteração das condições contratadas. Na prática, a renegociação garantiu uma redução de quase R$ 100 na prestação de cerca de R$ 2 mil do financiamento de 30 anos do imóvel.

Zona de conforto

Para Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), as condições ainda complexas para que o consumidor faça a portabilidade do crédito imobiliário deixam os bancos numa zona de conforto. Mas ela diz que há um movimento de concorrência no setor que pode beneficiar o consumidor.

“O consumidor pressionar o seu banco para conseguir uma taxa diferenciada da que vem pagando é totalmente viável e cabível”, diz. “O consumidor, às vezes, tem dificuldade [de negociar] e quer preservar a relação com seu banco. Mas não custa tentar, fazer essa experiência, buscar outro banco. Tem que ir quebrando as barreiras. É um movimento importante. Se está sendo feito para novos contratos, quem já está no contrato há mais tempo não pode ser penalizado no momento em que se pode fazer esta migração.”

O Idec fez, a pedido do G1, um levantamento das taxas médias praticadas atualmente pelos seis maiores bancos do país (veja tabela abaixo). A simulação foi feita dentro de uma condição conservadora, usando o que o mercado chama de “taxa de balcão”, para o cliente que não tem nenhum nível de relacionamento com o banco.

Comparativo de aquisição de crédito imobiliário de acordo com simulador no site dos bancos
Estudo elaborado pelo Idec, tendo como base financiamento de R$ 150 mil
InstituiçãoBBBradescoCEFHSBCItaúSantander
Valor da renda exigidaR$ 5 milR$ 6.054R$ 6 milR$ 6.270R$ 5 milR$ 5.491
Taxa de juros efetiva8,90%10,50%8,85%10,75%9,50%11,00%
Custo Efetivo Total (CET)10,31%11,99%10,27%11,93%10,93%12,27%
Custo Efetivo Sistema Habitacional (CESH)6,0446%6,3397%6,0930%4,4900%6,7992%4,9991%
Seguro morte/invalidez permanente (MIP)R$ 47,70
R$ 63,00
R$ 47,70R$ 48,83
R$ 70,16
R$ 60,00
Seguro danos físicos ao imóvel (DFI)R$ 22,95R$ 22,95R$ 25,50R$ 25,07
Valor principalR$ 95,65R$ 87,86R$ 95,65R$ 99,33R$ 95,16R$ 110,07
Encargos (amortização + juros)R$ 1.551,95R$ 1.753,28R$ 1.563,76R$ 1.781,76R$ 1.639,04R$ 1.811,69
Tarifa de administração de contratoR$ 25,00R$ 25,00R$ 25,00R$ 25,00R$ 25,00R$ 25,00
Valor da prestaçãoR$ 1.647,60R$ 1.841,14R$ 1.659,41R$ 1.881,09R$ 1.734,20R$ 1.921,76

Fonte: Site dos bancos/Elaboração: Idec

O sistema adotado para a simulação foi o Sistema Financeiro Habitacional (SFH) e o critério de amortização de juros selecionado foi o sistema de amortização constante (SAC). O perfil seria de um comprador com 41 anos de idade, renda mensal de R$ 5 mil, comprando um imóvel novo, cujo valor total seria de R$ 250 mil. O suposto comprador daria R$ 100 mil de entrada e financiaria os R$ 150 mil restantes em 25 anos.

Como negociar

Para negociar com o banco, o cliente precisa ser “persuasivo”, nas palavras de Ione, e deve pesquisar para ter poder de barganha. Uma alternativa, por exemplo, é entrar no sistema dos bancos, via internet, e fazer uma simulação, ou consultar diretamente outras instituições bancárias para conhecer as condições propostas.

De acordo com o advogado William Santos Ferreira, coordenador da pós-graduação em direito imobiliário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o primeiro passo é solicitar uma posição atualizada do débito no banco em que foi feito o financiamento e, de posse desta informação, pedir uma proposta a outra instituição.

“Depois ele pode levar ao banco de origem, porque pode ser que este até apresente proposta mais vantajosa para não perder o cliente e o financiamento de longo prazo”, diz.

Mas o advogado destaca que a renegociação nem sempre será possível, pois as condições foram previamente estabelecidas. “Na impossibilidade, somente buscando assessoria jurídica para verificar se há condições para algum questionamento judicial ou utilizando a portabilidade”, diz.

Cuidados

O consumidor, no entanto, deve estar atento a tudo o que está sendo cobrado, alertam o advogado e a especialista do Idec.

“Para verificar se é economicamente interessante, o consumidor deve obter informações acerca de todos os custos, taxas de juros e não apenas do valor da parcela mensal, o que é muito comum”, orienta o coordenador da PUC.

Ione diz que a mudança, às vezes, pode envolver tarifas e taxas que não estão dentro do crédito. “Tudo isso tem que ser ponderado na hora de fazer a operação, porque ela pode não ser benéfica. (...) Se a pessoa não tem entendimento da soma da taxa, deve procurar alguém que pode simular essa recomposição. Porque pode ocorrer de pagar uma prestação menor, mas ter gasto maior por conta dos custos de transferência”, diz.

Questionado sobre se os bancos têm sido receptivos à renegociação, Ferreira acha que “há certa propensão”. Mas Ione afirma que é um movimento que depende do empenho do consumidor. “Não dá para dizer que, naturalmente, eles vão fazer isso. Nenhum banco vai querer perder dinheiro. Não vão chamar o cliente e dizer 'vem cá que vou reduzir'”, comenta.

Taxas variam

O coordenador da PUC reforça que a variação de taxas pode ter impacto significativo no bolso do consumidor. “O que pode ‘mensalmente’ não parecer muito, ou seja, uma diferença de 0,5% a 2%, por exemplo, ao longo de um financiamento de anos representa um grande impacto no valor total a ser pago”, diz.

Para definir a taxa de um cliente, os bancos usam como critérios o nível de relacionamento dele com a instituição, o risco de inadimplência, as garantias, o custo de captação de recursos, entre outras variáveis.

Portabilidade

O G1 também perguntou aos bancos qual a política em relação à portabilidade do crédito. A Caixa, por exemplo, respondeu que definirá sua estratégia somente após a regulamentação da Lei nº 12.703, de 07 de agosto de 2012, que trata da portabilidade.

Durante coletiva de imprensa para comentar resultados trimestrais do Banco do Brasil, no início de novembro, Alexandre Corrêa Abreu, vice-presidente de negócios da instituição, também comentou que “a lei que mexeu na poupança deu o caminho para fazer a portabilidade, só que ainda falta ser regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional”.

Na prática, esta lei permite que, ao transferir o financiamento para outro banco, o consumidor não tenha que fazer o registro do imóvel de novo. Bastaria fazer a averbação do contrato, o que reduziria um dos principais custos cartorários.

A Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp) informou que a lei já está valendo. “Para o registro de imóveis não havia a necessidade da lei, pois, o credor originário poderia ceder seu crédito a outro credor, porém, dependia da vontade de ambos os credores”, informa Joélcio Escobar, diretor de tecnologia da entidade e 8º Oficial de Registro de Imóveis da capital.

“A nova lei regulou a operacionalização dessa substituição de credores no âmbito, principalmente, do sistema financeiro. Em ambos os negócios o ato a ser praticado no registro de imóveis é o de uma averbação.”

Sobre quais são os custos no caso da portabilidade, Escobar disse que os emolumentos dependem da forma como o contrato for elaborado. “Se os agentes financeiros optam por cancelar a antiga garantia e constituir nova, são necessários dois atos, de averbação do cancelamento e de registro da nova garantia. Todavia, se o contrato formalizado for apenas de mudança do credor (cessão ou portabilidade pela nova regra) os emolumentos correspondem a uma averbação”, orienta.

Estes valores dependem do estado em que fica o imóvel, mas, para exemplificar, o diretor da Arisp explica que, no estado de São Paulo, a tabela de emolumentos é escalonada em faixas de valores. “Apenas para parâmetro, é possível afirmar que os custos são de aproximadamente 0,374% do saldo devedor do financiamento”, diz.

Simulação da Anefac

O impacto de uma redução da taxa ao final do contrato vai depender de uma série de fatores – como valor do financiamento, taxa de juros inicial e final, prazo do financiamento e sistema de amortização.

A simulação feita pela Anefac a pedido do G1 usa como referência um consumidor que tenha feito um financiamento de R$ 150 mil por 30 anos, já tendo pago 5 anos. Os cálculos foram feitos usando a tabela Price como sistema de amortização – que prevê parcelas fixas ao longo de todo o contrato.

A uma taxa de juros de 10%, ele teria que pagar 360 parcelas mensais de R$ 1.272,24, totalizando R$ 458.006.40. Se ele conseguisse reduzir a taxa para 9,5%, a dívida a valor presente seria de R$ 144.464,70, que financiada em 25 anos, resultaria em 300 parcelas mensais de R$ 1.224,24.

“Neste caso ele teria uma redução nas prestações com este novo financiamento de R$ 48,00 e teria economizado em todo o financiamento restante do valor de R$ 14.400”, explica Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac.

Imaginando as mesmas condições de financiamento, mas cuja taxa de juros tivesse recuado de 12% para 9%, o impacto seria de mais de R$ 85 mil.

“Como ele pagou cinco anos, restaria pagar 300 parcelas mensais de R$ 1.474,com total a pagar de R$ 442.200. Esta dívida a valor presente seria hoje de R$ 146.061,34, que financiada em 25 anos pagaria 300 parcelas mensais de R$ 1.189,94. Com a taxa a 9% ao ano, ele teria uma redução nas prestações de R$ 284,06 e teria economizado em todo o financiamento restante o valor de R$ 85.218”, diz Oliveira.


Fonte: G1