Brasília. Em mais uma medida para estimular a economia, o
governo federal avalia aumentar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo
dos imóveis que o trabalhador pode comprar com o seu saldo do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS), tanto à vista como financiado dentro do Sistema
Financeiro da Habitação (SFH), que tem juros menores.
A medida é uma reivindicação antiga das construtoras e que
estava engavetada. Segundo informações não oficiais, nos últimos dias, porém,
ela entrou na pauta de discussão do governo diante da necessidade de criar mais
estímulos para reanimar a economia brasileira.
Tecnicamente, a medida está pronta e tem a simpatia de Guido
Mantega (Fazenda). A palavra final caberá a presidente Dilma Rousseff. Porém,
mesmo com o aval dela, o governo precisará aprovar resolução no Conselho
Monetário Nacional, presidido por Mantega (CMN). Oficialmente, o órgão diz
considerar adequado o teto de R$ 500 mil.
Uma preocupação apontada é o impacto que a medida poderá ter
nos recursos do fundo. Mas parecer da Caixa Econômica Federal, gestora do FGTS,
repassado à Fazenda, estima que só 0,2% dos cotistas atuais se enquadrariam na
faixa de renda compatível com imóveis desse preço. Além disso, os saques
adicionais para compra de moradia foram projetados em cerca de R$ 700 milhões,
o que não foi considerado uma "sangria".
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