segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Cameron capta R$ 42 mi no mercado de capitais.

Segundo o presidente da empresa, Antônio Câmara, neste semestre a construtora lançará mais R$ 100 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).


Em busca de alternativa aos tradicionais financiamentos bancários para os seus empreendimentos, a construtora Cameron fechou com a administradora de investimentos Rio Bravo a emissão de R$ 42 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). O valor foi creditado na conta da construtora na quinta-feira, 17. E a expectativa da empresa é de que, até o meio do ano, mais R$ 100 milhões sejam captados por meio dessa operação.

“A gente criou uma relação boa com a Rio Bravo”, comemora Antônio Câmara, presidente da Cameron, primeira construtora cearense a realizar esse tipo de operação. “Eles viram que nós temos uma capacidade muito grande de gerar negócios e farão a distribuição desses títulos, oferecendo para o seu leque de investidores, que têm a capacidade de financiar esse negócio”.

Além disso, o fato de estar apta a lançar os CRI ao mercado demonstra que a empresa tem um comportamento eficiente, ressalta Câmara. “O grande ganho neste momento foi institucional, de passar credibilidade. O mercado passa a te ver com outros olhos”, ele diz.

CRI são títulos de crédito baseados em contratos que têm como objeto um imóvel que garanta o seu pagamento. A vantagem, para quem os emite, é a possibilidade de receber à vista aquele valor que seria pago a prazo por seus clientes. A rentabilidade dos CRI geralmente é atrelada à Taxa Referencial de Juros (TR). E há isenção de imposto de renda sobre os rendimentos para as pessoas físicas.

Outra vantagem em relação à captação de recursos em bancos é que não há incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), “o que é um atrativo muito grande, porque esse dinheiro é mais barato”, acrescenta Câmara.

Quanto aos R$ 100 milhões que a Cameron pretende captar ainda neste semestre, Câmara diz que o valor será investido em 320 unidades de um projeto residencial, e em 166 salas de um prédio comercial. Ambos em Fortaleza. A construtora tem hoje 14 canteiros de obras em Fortaleza, Natal (RN), Juazeiro do Norte e Sobral. E a previsão é de iniciar mais 13 empreendimentos em 2013.


Fonte: O Povo


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Imóveis valorizam 13,7% em 2012; veja onde a alta foi maior


Alta nos preços dos imóveis anunciados superou a inflação em todas as cidades, exceto no Distrito Federal.


Praia de Boa Viagem, em Recife
Recife foi a cidade com a maior alta em 2012, entre as capitais acompanhadas pelo FipeZap.


O preço do metro quadrado dos imóveis anunciados no país teve valorização média de 13,7% em 2012, bem acima dos principais índices de inflação brasileiros. A maior alta ocorreu em Recife, onde o metro quadrado teve alta de 17,8%, seguida de São Paulo (+15,8%) e Rio de Janeiro (+15,0%). Apenas no Distrito Federal a alta no preço dos imóveis anunciados ficou abaixo da inflação. No mês de dezembro, a variação média voltou a acelerar: os imóveis anunciados tiveram alta de 1,0%. As informações são do Índice FipeZap.

Apesar da alta expressiva, 2012 foi um ano pior para os imóveis comparado a 2011. No ano anterior, o preço do metro quadrado dos imóveis anunciados havia aumentado, em média, 26,3% no Brasil, praticamente o dobro.

A valorização dos imóveis na capital paulista em dezembro foi de apenas 0,8%, a menor variação mensal desde o início da série histórica, em janeiro de 2008. A valorização média acumulada nesse período foi de 159%. Já no Rio, a alta mensal foi de 1,0%, com uma valorização de 194% acumulados desde janeiro de 2008.

Veja na tabela a seguir onde os imóveis anunciados mais aumentaram de valor, onde tiveram a maior variação e a comparação com os índices de inflação no ano:

RegiãoVariação em 2012DezembroNovembroPreço médio do metro quadrado (R$)
Recife17,80%0,40%0,40%5.536
São Paulo15,80%0,80%1,20%7.017
Rio de Janeiro15,00%1,00%0,90%8.616
Composto Nacional13,70%1,00%0,90%7.049
Fortaleza11,10%0,60%-1,00%4.814
Salvador10,00%2,10%1,20%3.935
Belo Horizonte9,40%1,10%1,00%4.953
IGP-M7,81%0,68%-0,03%-
IPCA5,73%*0,69%*0,60%-
Distrito Federal4,00%1,50%-0,20%8.163
(*) Estimativa
Fontes: Banco Central e Índice FipeZap

Veja também, para o Rio e para São Paulo, quanto valorizou cada tipo de imóvel desde o início da série histórica em janeiro de 2008:

Tipo de imóvelRio de JaneiroSão Paulo
1 dormitório213%180%
2 dormitórios189%170%
3 dormitórios184%151%
4 dormitórios117%117%
Média194%159%
Fonte: Índice FipeZap

O Índice FipeZap é fruto de uma parceria entre a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e do site de classificados Zap Imóveis, e acompanha o preço do metro quadrado dos imóveis anunciados em seis capitais e no Distrito Federal.


Fonte: Exame.com







quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Imóveis na área do 1º estádio da copa a ficar pronto têm forte valorização.


Preços de imóveis ao redor do Castelão valoriza mais do que em outras áreas. Valor do metro quadrado na área pode variar entre R$ 2.400 a R$ 4.000.


Com a proximidade da Copa do Mundo e a confirmação de que Fortaleza será uma das seis cidades-sede dos jogos da Copa das Confederações, que acontecem em junho de 2013, os preços dos imóveis na capital dispararam, especialmente aqueles localizados na área do entorno do entorno do estádio Castelão. Atualmente, o valor do metro quadrado na área pode variar entre R$ 2.400 a R$ 4.000, de acordo com Paulo Angelim, sócio-diretor da Viva Imóveis.

Segundo ele, os terrenos e imóveis situado naquela região, tiveram uma valorização anual de 10% acima da valorização média verificada em outras regiões da cidade, o que é muito. "Essa valorização deve permanecer de acordo com o uso que se der ao Castelão, se for um uso sustentável, com a implantação de shoppings centers e equipamentos para lazer e eventos, a área vai continuar valorizada mesmo depois dos eventos".

Para Paulo Angelim, o processo é mais intenso na área mais nobre do entorno do Castelão, como o bairro Passaré. Segundo ele, outras áreas interessantes para quem quer comprar imóveis são Messejana, Parangaba e Itaperi". A expansão no mercado é para toda a cidade de Fortaleza, segundo especialistas. “Toda área que receber infraestrutura para a Copa do Mundo será beneficiada", diz Paulo Angelim.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (Creci-CE), Apollo Sherer, diz que o processo de valorização do entorno do Castelão ocorreu em três etapas. Na primeira, quando Fortaleza foi anunciada como cidade-sede da copa, houve um pequeno aumento no preço dos imóveis e muita gente aproveitou para investir na área. No segundo momento, quando as obras de infraestrutura e mobilidade foram anunciadas, aconteceu uma supervalorização. "A gente pode considerar esse momento como o platô, o ápice. Nesse período a valorização chegou a surpreendentes 100%".

Valorização em etapas

A terceira etapa é o momento atual. Agora, segundo Apollo Sherer, os preços dos imóveis estão estabilizados e a possibilidade de um novo aumento no preço dos imóveis é muito pequena. "Na quarta etapa, pós copa do mundo, é possível que haja uma nova valorização por causa da infraestrutura instala, com metrô, hotéis e shoppings". Para ele, os bairros localizados no entorno do Castelão são muito agradáveis e a tendência é de que haja uma procura maior por essas áreas.


Fonte: Portal G1 Ceará

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Construção de Trump Towers Rio começará em 6 meses.


A Prefeitura do Rio prevê que as cinco torres poderão ter valor de venda de R$ 3 bilhões.


Donald Trump
Donald Trump: depois das duas primeiras torres construídas, as outras três projetadas serão erguidas em função da demanda.


Começará no segundo semestre do próximo ano a construção das duas primeiras de cinco torres do empreendimento Trump Towers Rio, lançado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, como o maior empreendimento de uso comercial exclusivamente urbano entre os países do grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China).

A Prefeitura do Rio prevê que as cinco torres poderão ter valor de venda de R$ 3 bilhões, em estimativa conservadora, levando em conta o tamanho do terreno, de 322 mil metros quadrados.

O empreendimento pertence ao consórcio formado pela incorporadora da Bulgária MRP International, a consultoria de gestão de risco Salamanca, a construtora paulista Even e o fundo imobiliário gerido pela Caixa, que investe nos empreendimentos do Porto Maravilha, projeto de revitalização da região portuária do Rio.

O presidente da Even, Carlos Terepins, destacou que, em função da demanda, o valor de venda do empreendimento poderá chegar a R$ 6 bilhões. "Isso projetando para o futuro", afirmou.

A Organização Trump não investirá recursos no empreendimento, apenas cederá a marca. O vice-presidente da empresa, Donald Trump Jr., participou da cerimônia de lançamento ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

O valor de investimento total não foi divulgado, pois, de acordo com Stefan Ivanov, presidente da MRP International, ainda serão selecionadas as construtoras para as obras. Depois das duas primeiras torres construídas, as outras três projetadas serão erguidas em função da demanda.


Fonte: Estadão

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Caixa passa a incluir no financiamento ITBI e despesas cartorárias.


O benefício é para quem pedir crédito imobiliário ao banco e os gastos não podem ultrapassar 4% do valor financiado.


Os gastos com cartório e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) correspondem entre 3% e 5% do valor do imóvel.


Comprar a casa própria ainda é um dos principais sonhos dos brasileiros que, nos últimos anos, têm recebido grandes incentivos para alcançar esse objetivo. Apesar do financiamento mais acessível e das taxas de juros menores, comprar um imóvel ainda exige uma boa poupança do consumidor, tanto para pagar a entrada, no caso de financiamento, quanto para pagar as taxas que envolvem esse tipo de transação, cujos custos podem chegar a 5% do valor do imóvel.
Arcar com as despesas de cartório, como registro e escritura, além do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), ficará mais fácil para quem financiar imóveis pela Caixa Econômica Federal. A instituição, uma das referências em crédito imobiliário no País, anunciou ontem que essas despesas também poderão ser incluídas no contrato de financiamento, desde que os gastos não excedam 4% do valor total financiado.

Com a mudança, um consumidor que comprou um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, e obteve um crédito de R$ 300 mil na Caixa Econômica Federal, poderá incluir R$ 12 mil no valor total financiado pelo banco, referente às despesas extras.

Aquecimento

Para o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, a medida é oportuna e deverá contribuir para aquecer ainda mais as vendas do setor de imóveis. "É uma medida muito bem-vinda. Alguns bancos já faziam isso, mas, vindo da Caixa, é espetacular. Muita gente deixava de comprar um imóvel porque não tinha o dinheiro para pagar essas taxas, que variam entre 3% e 5% do valor do imóvel. Uma pessoa que comprava um imóvel de R$ 200 mil, por exemplo, precisa ter cerca de R$ 10 mil para pagar essas taxas à vista. Agora, acredito que esta medida trará um novo ânimo ao setor", destaca. "Medidas como esta são muito bem-vindas", acrescenta.

Conforme André Montenegro, além de beneficiar quem deseja comprar a casa própria, a medida também mostra a confiança do governo no setor. "O governo está acreditando no setor para que o País volte a crescer", afirma.

Atuação semelhante

O Banco do Brasil já possui um serviço semelhante ao anunciado pela Caixa Econômica, financiando despesas decorrentes da compra do imóvel, sem necessidade de comprovação.

Somadas ao valor do financiamento do imóvel, essas despesas não podem ultrapassar o percentual máximo do valor do imóvel e do limite do financiamento para a modalidade, segundo informações divulgadas no próprio site da instituição.

Para registro em cartório, o limite financiável é de R$ 2.500. Para o ITBI, o máximo é de R$ 10 mil. Para a tarifa de avaliação de garantia, até R$ 400. Para a tarifa de avaliação jurídica, R$ 450. Já para a emissão de certidões cartorárias, é possível financiar até R$ 300.

Exemplo

12 mil reais é o valor dos gastos que podem ser incluídos no contrato no caso de alguém que adquiriu um imóvel de R$ 500 mil e financiou R$300 mil, por exemplo.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

FGTS - Limite do imóvel é elevado para R$ 750 mil.


Brasília. Em mais uma medida para estimular a economia, o governo federal avalia aumentar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que o trabalhador pode comprar com o seu saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), tanto à vista como financiado dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que tem juros menores.

A medida é uma reivindicação antiga das construtoras e que estava engavetada. Segundo informações não oficiais, nos últimos dias, porém, ela entrou na pauta de discussão do governo diante da necessidade de criar mais estímulos para reanimar a economia brasileira.

Tecnicamente, a medida está pronta e tem a simpatia de Guido Mantega (Fazenda). A palavra final caberá a presidente Dilma Rousseff. Porém, mesmo com o aval dela, o governo precisará aprovar resolução no Conselho Monetário Nacional, presidido por Mantega (CMN). Oficialmente, o órgão diz considerar adequado o teto de R$ 500 mil.

Uma preocupação apontada é o impacto que a medida poderá ter nos recursos do fundo. Mas parecer da Caixa Econômica Federal, gestora do FGTS, repassado à Fazenda, estima que só 0,2% dos cotistas atuais se enquadrariam na faixa de renda compatível com imóveis desse preço. Além disso, os saques adicionais para compra de moradia foram projetados em cerca de R$ 700 milhões, o que não foi considerado uma "sangria".

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Apesar da desoneração do setor, é pouco provável uma redução de preços.



O segmento de construção civil espera agora que as construtoras e incorporadoras aumentem suas margens de lucro.


As medidas anunciadas na última terça-feira pelo governo federal para desonerar o setor de construção civil devem provocar a redução de preços de imóveis novos e permitirão também o aumento das margens de lucro das construtoras e incorporadoras, segundo avaliação de Basilio Jafet, presidente da Fiabci Brasil (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias) e vice-presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo). "Qualquer redução de custos é positiva e vai incidir no preço final, certamente. Não dá para saber de quanto será a redução no preço final, mas alguma coisa deve, sim, ser possível de reduzir", afirmou Jafet sobre o impacto das medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda Guido Mantega.

Entre as principais mudanças anunciadas pelo governo, estão a mudança na incidência da contribuição previdenciária (antes de 20% sobre a folha salarial e agora de 2% sobre o faturamento bruto), válida apenas para as construtoras, e a redução de 6% para 4% na alíquota do RET (Regime Especial de Tributação). Essa última medida vale para construtoras e incorporadoras.

Margens de lucro

O presidente da Fiabci também sugeriu que a redução de custos permitirá que as construtoras e incorporadoras aumentem suas margens de lucro. "Hoje trabalhamos com margens reduzidíssimas, no limite do limite", comentou, em mesa redonda organizada pela entidade, que debateu as perspectivas do mercado imobiliário para o ano que vem.

Estímulo

O presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, comemorou as medidas anunciadas pelo governo. "A redução da alíquota da RET de 6% para 4% será um estímulo grande".

Ele comentou ainda que, no caso da desoneração da folha de pagamentos, a medida será positiva somente se as construtoras que trabalham com mão de obra terceirizada possam abater essa redução de gastos. "Mas a Receita já sinalizou esse abatimento", afirmou o empresário. O segmento espera que no ano que vem ocorra um aumento no número de lançamentos na capital paulista e elevação no número de unidades vendidas. O Secovi, porém, não fez estimativas.


Fonte: Diário do Nordeste