O índice FipeZap — calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o portal Zap Imóveis — apontou desaceleração do ritmo de aumento dos preços de imóveis no primeiro trimestre. No combinado das sete cidades que compõem o indicador, houve alta de 2,7%, ante a elevação de 4% nos três primeiros meses de 2012 e de 6,4% no primeiro trimestre de 2011.
Em março, houve aumento de 0,9% no indicador composto, que abrange 16 cidades, para R$ 6,612 mil o metro quadrado. A variação foi semelhante à de fevereiro. Houve queda de preços no Distrito Federal e em Fortaleza, de 0,1% e 0,6%, respectivamente. As maiores altas foram registradas no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, de 1,3% e 1,2%, respectivamente.
Fonte: Valor Econômico
sábado, 6 de abril de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
A Gangorra dos Preços
por João Teodoro da Silva
Para quem, nos anos recentes, tem assistido a uma contínua
alta no valor dos imóveis, o ano de 2013 desponta com significativa novidade
para o mercado imobiliário: os preços irão se estabilizar e, em alguns casos,
começar a se retrair. Levantamentos recentes feitos pelo Sistema Cofeci-Creci
identificam que o boom imobiliário entrará em nova etapa.
A partir de agora, iremos assistir a uma fase de
estabilização. Os preços irão se aproximar mais da realidade mercadológica e,
assim, do bolso do consumidor, de acordo com a singular lei de oferta e
procura. Esse movimento se iniciou em 2012. Irá alterar o cenário atual, de
constantes altas, e afetar todos os setores do mercado imobiliário, da
comercialização ao mercado de locação.
Somente onde haverá grandes eventos, como Copa do Mundo e
Olimpíadas, ainda há possibilidade de alguma majoração nos preços. E, ainda
nesse contexto, a situação será singular e momentânea. O recente boom
imobiliário no Brasil reacendeu um setor que estava estagnado. E causou uma
disparada de preços, que chegou até mesmo a desequilibrar a lógica e a
aritmética vigentes nesse mercado. Enquanto os Estados Unidos enfrentavam uma
grave crise, originada numa bolha imobiliária, o Brasil via o segmento
explodir, em função de uma imensa demanda reprimida nos anos anteriores. Num
primeiro olhar, muitos identificaram aqui também a ameaça de uma bolha.
A mesma, felizmente, nunca ocorreu no Brasil. Agora, teremos
que estar preparados para enfrentar um segundo momento: a estabilização dos
preços e até mesmo um retrocesso nas tabelas de comercialização, de
investimento e até mesmo da presença do setor e seus índices na macroeconomia
nacional. Em muitos centros urbanos, as construtoras voltadas para as classes
média e alta retraíram investimentos. Necessitam comercializar o estoque
acumulado. Para isso, terão que rever valores e condições, e precisar ainda
mais de um bom agente comercializador, o corretor de imóveis, para conquistar o
cliente. Voltando no tempo, é necessário rememorar a sequência histórica.
Tudo começou em 2005, após a Lei Federal 10.931, em vigor a
partir de agosto de 2004.Em seu texto, a nova regulamentação atacava dois
pontos cruciais naquele momento. Primeiro, a lei ampliou a segurança de quem
investe em um imóvel, regulamentando o patrimônio de afetação. Assim, afastou
os fantasmas herdados de casos como a Encol, que ainda eram muito fortes no
imaginário do consumidor. Em sua segunda parte, a regra induziu o sistema
financeiro a destinar recursos para o crédito imobiliário. Com isso, promoveu a
oferta de financiamentos, ampliou o acesso ao crédito com extensão no limite de
prazos para a quitação e da idade dos aspirantes ao benefício, desburocratizou
a concessão de financiamentos, estimulou a concorrência saudável no mercado
financeiro por melhores condições ofertadas ao consumidor. Uma medida
complementar também ajudou no aquecimento do mercado, com a possibilidade de
financiar não só imóveis novos, mas também usados.
Em seguida, os benefícios, até então direcionados a imóveis
residenciais, abrangeram também unidades comerciais.
Veio o Programa Minha Casa, Minha Vida para agregar força e
complementar a política habitacional. O boom imobiliário, com tantas alavancas,
nada mais foi do que a descompressão de um mercado que estava reprimido desde o
Plano Collor. Assim como interpretamos o boom imobiliário como um crescimento
ávido, nosso desafio agora será não considerar o equilíbrio que se avista como
momento recessivo. Ao analisar os números que deverão permear o mercado em
2013, teremos de considerar que a gangorra que subiu nos últimos anos, começa a
baixar -e não sabemos em que ponto irá interromper o movimento -, mas segue
criando oportunidades para todos.
Pesquisa recente aponta que mais de 7 milhões de
consumidores das classes C e D esperam adquirir um imóvel nos próximos dois
anos. Há crédito imobiliário disponível para isso.
O momento, agora, é de reflexão e redirecionamento. O
mercado continuará aquecido, mas voltado a novos segmentos, com muitas e boas
oportunidades para consumidores, vendedores e intermediários das operações
imobiliárias.
✽ PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS
(SISTEMA COFECI- CRECI)
sábado, 2 de março de 2013
Prefeitura quer zerar 800 alvarás com pendência.
Nova secretária quer atingir meta até o fim deste ano e começou resolvendo questão com construtores
Zerar o estoque de 800 alvarás pendentes é a meta para 2013 da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma, antiga Semam), de acordo com o afirmado pela titular da pasta, a arquiteta Águeda Muniz. Todos os processos estão sob análise desde a gestão passada e, para serem liberados, precisam que os construtores apresentem algum documento.
Com este objetivo, ela disse já ter resolvido o impasse com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE) sobre a Taxa Compensatória Ambiental (TCA) - cobrada pela Prefeitura e contestada pela entidade representativa das construtoras.
"Ela (Águeda Muniz) apresentou para nós a campanha ´Estoque Zero´, que visa zerar os processos com pendências e criar novos procedimentos. Todos dentro da lei, claro", contou o vice-presidente do Sinduscon-CE, André Montenegro. De acordo com o empresário, a Prefeitura passou a respeitar a liminar que isentava as construtoras dos 0,5% de TCA e acabou com o embargo às 81 obras em Fortaleza, as quais contabilizavam R$ 4,8 bilhões em investimentos. Montenegro também contou de uma reunião marcada com a titular da Seuma, para a semana que vem, quando os filiados ao Sinduscon-CE deverão apresentar melhorias no "fluxograma apresentado pela Secretaria".
"A meta é trabalhar de forma compromissada com o rigor técnico, transparência e agilidade para, ainda neste ano, reduzir o estoque de processos existentes", reforçou Águeda. Ela ainda disse, sem citar nomes, que "vem buscando entendimento com todos os setores ligados ao planejamento e controle das questões urbanas e ambientais", como a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo e o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Ceará (Crea-CE).
Poluidores devem pagar
Ainda sobre o impasse da TCA, a nova titular do Meio Ambiente da Capital explicou que todo empreendimento considerado potencialmente poluidor, com mais de 1.000 m² de área, situado em regiões onde a questão ambiental é mais delicada ou não haja rede de esgotamento sanitário, "é passível de licenciamento". Ou seja, construções dentro deste perfil devem pagar a Taxa Compensatória Ambiental à Prefeitura.
Análises e prazos
Além do ´Estoque Zero´ revelado por André Montenegro, a secretária informou sobre a elaboração de um estudo para mapear os processos existentes no setor de análise ambiental, o que fez a nova diretoria da Seuma conhecer os processos jurídicos já de posse da pasta.
"O fluxo de análise está sendo revisto de forma a otimizar o prazo de análise mas, jamais, flexibilizar ou impedir o rigor da análise", pontuou.
Já o tempo de análise pela Seuma não é fechado pela secretária. De acordo com ela, o tempo de emissão dos alvarás e licenças é diferenciado e depende, principalmente, das pendências e notificações de cada construtora. Dentro do trâmite, são necessárias, além dos alvarás emitidos pela Seuma, as licenças Prévia (LP), de Instalação (LI) e de Operação (LO).
Urbanismo na Capital
Perguntada sobre quais alterações o nome ´Urbanismo´ traz para a secretaria que dirige, Águeda afirma que, além das análises de projetos "no que se refere à emissão de alvarás e licenças", estão sob a alçada do novo termo as ações voltadas para o plano de drenagem de Fortaleza (em parceria com a Secretaria de Infraestrutura) e "a fiscalização relacionada à poluição visual, sonora e ambiental" (integrada às Secretarias Executivas Regionais - SERs).
Segundo Águeda, os trabalhos de fiscalização começaram durante o Carnaval, quando disse ter intensificado as ações de fiscalização contra paredões de som em Fortaleza.
Ela ainda garantiu que os fortalezenses já sentem as ações que o Urbanismo acrescentado à pasta proporcionou à Capital.
"A Seuma diariamente recebe e-mails e telefonemas de denúncias e a orientação é que todas sejam respondidas", finalizou.
Zerar o estoque de 800 alvarás pendentes é a meta para 2013 da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma, antiga Semam), de acordo com o afirmado pela titular da pasta, a arquiteta Águeda Muniz. Todos os processos estão sob análise desde a gestão passada e, para serem liberados, precisam que os construtores apresentem algum documento.
Com este objetivo, ela disse já ter resolvido o impasse com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE) sobre a Taxa Compensatória Ambiental (TCA) - cobrada pela Prefeitura e contestada pela entidade representativa das construtoras.
"Ela (Águeda Muniz) apresentou para nós a campanha ´Estoque Zero´, que visa zerar os processos com pendências e criar novos procedimentos. Todos dentro da lei, claro", contou o vice-presidente do Sinduscon-CE, André Montenegro. De acordo com o empresário, a Prefeitura passou a respeitar a liminar que isentava as construtoras dos 0,5% de TCA e acabou com o embargo às 81 obras em Fortaleza, as quais contabilizavam R$ 4,8 bilhões em investimentos. Montenegro também contou de uma reunião marcada com a titular da Seuma, para a semana que vem, quando os filiados ao Sinduscon-CE deverão apresentar melhorias no "fluxograma apresentado pela Secretaria".
"A meta é trabalhar de forma compromissada com o rigor técnico, transparência e agilidade para, ainda neste ano, reduzir o estoque de processos existentes", reforçou Águeda. Ela ainda disse, sem citar nomes, que "vem buscando entendimento com todos os setores ligados ao planejamento e controle das questões urbanas e ambientais", como a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo e o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Ceará (Crea-CE).
Poluidores devem pagar
Ainda sobre o impasse da TCA, a nova titular do Meio Ambiente da Capital explicou que todo empreendimento considerado potencialmente poluidor, com mais de 1.000 m² de área, situado em regiões onde a questão ambiental é mais delicada ou não haja rede de esgotamento sanitário, "é passível de licenciamento". Ou seja, construções dentro deste perfil devem pagar a Taxa Compensatória Ambiental à Prefeitura.
Análises e prazos
Além do ´Estoque Zero´ revelado por André Montenegro, a secretária informou sobre a elaboração de um estudo para mapear os processos existentes no setor de análise ambiental, o que fez a nova diretoria da Seuma conhecer os processos jurídicos já de posse da pasta.
"O fluxo de análise está sendo revisto de forma a otimizar o prazo de análise mas, jamais, flexibilizar ou impedir o rigor da análise", pontuou.
Já o tempo de análise pela Seuma não é fechado pela secretária. De acordo com ela, o tempo de emissão dos alvarás e licenças é diferenciado e depende, principalmente, das pendências e notificações de cada construtora. Dentro do trâmite, são necessárias, além dos alvarás emitidos pela Seuma, as licenças Prévia (LP), de Instalação (LI) e de Operação (LO).
Urbanismo na Capital
Perguntada sobre quais alterações o nome ´Urbanismo´ traz para a secretaria que dirige, Águeda afirma que, além das análises de projetos "no que se refere à emissão de alvarás e licenças", estão sob a alçada do novo termo as ações voltadas para o plano de drenagem de Fortaleza (em parceria com a Secretaria de Infraestrutura) e "a fiscalização relacionada à poluição visual, sonora e ambiental" (integrada às Secretarias Executivas Regionais - SERs).
Segundo Águeda, os trabalhos de fiscalização começaram durante o Carnaval, quando disse ter intensificado as ações de fiscalização contra paredões de som em Fortaleza.
Ela ainda garantiu que os fortalezenses já sentem as ações que o Urbanismo acrescentado à pasta proporcionou à Capital.
"A Seuma diariamente recebe e-mails e telefonemas de denúncias e a orientação é que todas sejam respondidas", finalizou.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Construtoras reivindicam novo zoneamento aéreo em Fortaleza. Sinduscon quer mudanças.
Objetivo é aumentar os limites de altura para a construção de novos prédios em áreas com restrições.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará
(Sinduscon-CE) está pleiteando, junto ao Departamento de Controle do Espaço
Aéreo (Decea), órgão ligado ao Comando da Aeronáutica, a modificação da Zona de
Proteção do Aeroporto de Fortaleza. Segundo o presidente do Sinduscon-CE,
Roberto Sérgio, o zoneamento atual tem inviabilizado novos projetos em áreas de
expansão imobiliária da Capital. Segundo ele, nesta semana estaria agendada uma
reunião com o Decea, no Rio de Janeiro. No entanto, o encontro foi desmarcado a
pedido do órgão e reagendado para depois do Carnaval.
Conforme Roberto Sérgio, bairros no entorno da avenida
Washington Soares apresentam restrições para construção de edifícios de mais de
14 pavimentos. “Pelo Plano Diretor da Prefeitura dava para ter 22 andares. Com
o Plano da Aeronáutica eu perco oito pavimentos. O projeto é inviável”,
explica.
Em vigor desde 2006, a portaria nº 104 do Decea, também
chamada de Zona de Proteção, estabelece os limites para a construção de prédios
na área de influência do aeroporto da capital cearense. De acordo com
documento, zonas da capital estão impedidas de ter construções acima da altura
permitida a fim de não afetar o tráfego de aeronaves. No Edson Queiroz, Luciano
Cavalcante e Cidade dos Funcionários o limite máximo é de 77 metros de altitude
(considerando a altura do terreno em relação ao nível do mar) ou 52 metros de
desnível (nesse caso, comparando a altura do local da obra com a altitude da
pista do aeroporto, que é de 25 metros).
Em áreas mais próximas da pista do aeroporto, a restrição é
ainda maior. No São João do Tauape, Aerolândia, Vila União, Parreão, Serrinha,
Dias Macedo e Boa Vista, o limite de altitude é de 61 metros ou 36 metros de
desnível.
Segundo Sérgio, as regras em vigor deixam vários edifícios
da capital fora do padrão. “Na atual situação, uma obra igual a Torre Quixadá
não passa. É uma discussão muito grande, é tecnicamente difícil de um
entendimento. Então, eu já estou convencido que a solução é política”, diz.
Impasse
De acordo com a titular da Secretaria Municipal de Urbanismo
e Meio Ambiente (Seuma) de Fortaleza, Águeda Muniz, a responsabilidade sobre o
espaço aéreo é da Aeronáutica, cabendo à Prefeitura a ordenação da ocupação do
solo. “Nós, como município, temos de obedecer. Sempre temos de observar as
restrições”, afirma.
Segundo a secretária, a portaria do Decea tem sido obedecida
nos projetos autorizados. No entanto, segundo ela, há casos “pontuais”, na
Capital, de edifícios que fogem aos limites de altura previstos pela
Aeronáutica. “Tem prédio que é pra ter 20 pavimentos, mas parou no décimo ou
nem começou a obra, porque não pode construir mais de 10 (pavimentos). Isso
existe, mas é uma questão que teremos de resolver com a Aeronáutica”, explica.
De acordo com o Comando da Aeronáutica, por meio da
assessoria de imprensa, a solicitação do Sinduscon-CE está sendo revista pelo
Decea.
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
A modificação da Zona de Proteção Aérea do Aeroporto de
Fortaleza iria possibilitar, conforme o Sinduscon-CE, a construção de
empreendimentos em bairros da Capital que, atualmente, apresentam limitações.
Fonte: O Povo
Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará articula criação da Câmara Setorial da Indústria Imobiliária.
Com o objetivo de criar uma Câmara Setorial da Indústria Imobiliária, a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) reuniu vários representantes do setor imobiliário na última sexta-feira, 01/02/2013, no auditório de sua sede. No encontro foram discutidas várias ações de parceria, envolvendo e aproximando os setores público e privado, a fim de desenvolver o setor imobiliário do Estado.
Participaram da reunião os representantes de 21 instituições
públicas e privadas, que formam o elo da cadeia produtiva imobiliária.
Compareceram membros de incorporadoras e construtoras, corretores de imóveis,
cartórios, bancos, gestores de órgãos de meio ambiente e turismo das
administrações municipal e estadual, sindicatos, conselhos e demais
interessados.
Segundo o presidente da Adece, Roberto Smith, o objetivo da
Câmara é criar elementos de contato entre o setor privado e setor
governamental. “Queremos estabelecer os elementos que sejam necessários para
desatravancar certos processos que não caminham, questões como incentivos
fiscais, aumento de produtividade, melhoria da formação da mão de obra, entre
outras ideias e discussões que realmente resultem em ações sólidas para o setor
no Estado”, explica Roberto Smith.
Para o consultor de marketing Paulo Angelim, a motivação maior
para a criação da CS foi por observar as dificuldades enfrentadas pelos
investidores nacionais e estrangeiros que queriam investir no mercado
imobiliário cearense.
Segundo Angelim, faltam informações e estatísticas sobre o
setor. “A nossa ideia é criar uma entidade independente, uma organização onde
esses investidores e atuantes do setor possam não só ter as informações
necessárias, mas também serem acolhidas, conduzidas em todos os processos e
legitimadas pelo governo”, explica.
Durante a reunião, os participantes decidiram, por
unanimidade, pela criação da Câmara Imobiliária. A solenidade de instalação foi
marcada para o próximo dia 22 de fevereiro, quando também haverá a eleição do
presidente e do secretariado executivo do novo fórum.
ENTENDA
As Câmaras Setoriais são órgãos de caráter consultivo,
compostos por representantes das entidades privadas envolvidas, organizações
não governamentais e órgãos públicos e privados relacionados aos respectivos
segmentos.
Os integrantes das Câmaras atuarão em conjunto, visando à
identificação de dificuldades e à proposição de sugestões que contribuam para o
desenvolvimento das atividades produtivas no Ceará.
A Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), a Associação dos Notários e Registradores do Ceará (Anoreg/Ce), Banco
do Brasil, Caixa Econômica Federal, Centro Industrial do Ceará (CIC), Conselho
de Arquitetura e Urbanismo do Ceará (CAU/Ce), UFC, Unifor, Setur/For, Setur/Ce,
Crea, Coopercom, Semam, Secopa/For, Secoap/Ce, Sinduscon, Semace, Secretária
das Cidades do Estado, Creci e Fortaleza Visitors e Convention Bureau foram as
instituições representadas na reunião.
EM TEMPO...
Além da CS Imobiliária, já funcionam, no âmbito da Adece,
câmaras ligadas a setores produtivos como a cajucultura, carnaúba,
floricultura, fruticultura, leite, mel, tilápia, camarão, trigo, vestuário,
além das câmaras do audiovisual, da energia eólica, do comércio e serviços, do
eletrometal, de eventos, de logística, da saúde, da tecnologia da informação e
mineral.
Fonte: O Estado
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Av. Beira Mar tem o 4º valor do m² mais caro do Brasil.
O valor do metro quadrado (m²) para imóveis novos, na
Avenida Beira Mar, em Fortaleza, já está na faixa dos R$ 10 mil, de acordo com
o coordenador de assuntos legislativos do Conselho Regional dos Corretores de
Imóveis do Ceará (Creci-CE), Hamilton Cavalcante. Com isso já pode ser
considerado o quarto mais caro do País, ficando atrás somente dos bairros
Leblon, no Rio de Janeiro, que tem média de R$ 20.451,00; Vila Conceição, em
São Paulo, no valor de R$ 12.100,00, e Setor Noroeste de Brasília, com R$ 10.565,00
o metro, segundo uma pesquisa realizada pelo Índice FipeZap de Preços de
Imóveis Anunciados, divulgada ontem.
A Capital cearense apresenta ainda, na sequência, os bairros
Meireles (R$ 7,5 mil); Aldeota (R$ 5,5 mil a 6,5 mil), e Dionísio Torres (R$
4,5 mil a 5 mil), como os mais valorizados. Também aparecem o Bairro de Fátima
e a Cidade dos Funcionários, com valores muito semelhantes aos praticados na
Aldeota. “Dentre eles, o Bairro de Fátima está surpreendendo a todos, no que
diz respeito à valorização. De acordo com os compradores, a justificativa é que
ali é uma área livre de favelas, o que acaba sendo visto como um grande
benefício, atraindo as pessoas. Tanto, que este fato já está sendo utilizado
pelos corretores de imóveis como um de seus principais argumentos de venda”,
disse Hamilton Cavalcante.
Alguns fatores influenciam o valor de um imóvel, mesmo sendo
na área mais nobre de Fortaleza, como é a primeira quadra da Avenida Beira Mar.
O tempo de construção do empreendimento, tipo de acabamento e equipamentos que
tenha ou não (piscina, salão de festas, sauna, sala de fitness, dentre outros),
podem fazer com que o valor possa ser reduzido em até 20% ou 30%. “Mas também
há construções com um nível tão elevado, como uma piscina por andar, que leva o
preço final a mais de R$ 12 mil o metro, como um que sequer chegou a ser
colocado à disposição da maior parte da população, pois ficou restrito a um
grupo muito seleto de compradores, totalmente comercializado na planta”,
destacou o integrante do Creci-CE.
NACIONAL
O Leblon foi o bairro que registrou o metro quadrado mais
caro entre 16 municípios brasileiros pesquisados pelo Índice FipeZap de Preços
de Imóveis Anunciados, divulgado ontem. Segundo a pesquisa, o valor do m² no
bairro carioca ficou, na média, em R$ 20,4 mil em janeiro, 69,02% maior que o
mesmo espaço mais caro encontrado na cidade de São Paulo, no bairro Vila Nova
Conceição, cujo valor foi de R$ 12,1 mil. Dentre as 16 cidades analisadas, o
metro mais ‘barato’ foi encontrado na Praia da Costa, em Vila Velha (ES), de R$
3,7 mil, diferença de 452,73%, em relação ao Leblon.
Ainda segundo a pesquisa, no mês passado, o preço do metro
quadrado nacional ficou em torno de R$ 6.350,00 – ou seja, 0,9% maior que o
valor apurado em dezembro de 2012. No mesmo período, Fortaleza registrou o
maior aumento nos preços, de 3,4% - enquanto Brasília (-0,1%) e Recife (-0,3%)
-, apresentaram discretos recuos. O Rio ainda tem o m² mais caro do País, R$
8,7 mil; seguido por São Paulo (R$ 6,9 mil), Niterói-RJ (R$ 6,4 mil) e Brasília
(R$ 6,3 mil). Na quinta posição aparece a cidade de Recife (R$ 5,1 mil), tendo
na sequência as cidades de Belo Horizonte (R$ 5 mil), Fortaleza (R$ 4,9 mil),
São Caetano do Sul (R$ 4,7 mil), Florianópolis (R$ 4,4 mil) e Porto Alegre (R$
4,3 mil).
Fonte: O Estado
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Sem alarde, bancos renegociam taxa de juros de financiamento de imóvel.
Bancos não fazem divulgação, mas alguns aceitam reduzir taxa. Simulação indica economia de R$ 14 mil em empréstimo de R$ 150 mil.
Embora não seja uma prática disseminada e alardeada pelos
bancos, a renegociação da taxa de financiamento imobiliário é uma possibilidade
para os consumidores, principalmente para os contratos firmados antes do
movimento de redução das taxas de juros iniciado no primeiro semestre de 2012.
Uma pequena redução de 0,5 ponto percentual na taxa efetiva
de juros anual contratada, numa situação hipotética simulada pela Associação
Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac),
pode resultar numa economia de mais de R$ 14 mil ao longo de um financiamento
de R$ 150 mil (veja ao final desta reportagem detalhes da simulação). Numa
negociação mais agressiva, em que o consumidor consiga, por exemplo, reduzir a
taxa de 12% para 9% ao ano, seria possível economizar mais de R$ 85 mil no
exemplo apresentado pela entidade.
Não é simples obter junto aos bancos informações sobre
revisão da taxa efetiva de juros contratada. Dos seis maiores bancos do país, o
Bradesco e o Santander foram os únicos a admitir a possibilidade de
renegociação. Mesmo assim, o Bradesco destacou que "analisa caso a
caso". O Santander disse que, "analisa o perfil e o tempo de
relacionamento de cada cliente com o banco".
A Caixa Econômica Federal disse que “a política de redução
de juros é direcionada apenas para novas contratações”. O Banco do Brasil
informou que “não adota essa estratégia negocial”. O HSBC respondeu que “não
atua com a renegociação de taxa de contratos em carteira”. O Itaú foi o único
que não respondeu.
O G1 apurou, entretanto, que clientes do Itaú têm conseguido
reduzir a taxa de financiamento com o argumento de que bancos concorrentes
oferecem condições melhores.
Em um caso, um cliente reduziu em 0,66 ponto percentual a
taxa efetiva de juros anual contratada. Após contato por telefone, o banco
pediu cinco dias úteis para elaborar uma contraproposta e, em dois dias,
apresentou via e-mail um aditivo contratual, com a alteração das condições
contratadas. Na prática, a renegociação garantiu uma redução de quase R$ 100 na
prestação de cerca de R$ 2 mil do financiamento de 30 anos do imóvel.
Zona de conforto
Para Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de
Defesa do Consumidor (Idec), as condições ainda complexas para que o consumidor
faça a portabilidade do crédito imobiliário deixam os bancos numa zona de
conforto. Mas ela diz que há um movimento de concorrência no setor que pode
beneficiar o consumidor.
“O consumidor pressionar o seu banco para conseguir uma taxa
diferenciada da que vem pagando é totalmente viável e cabível”, diz. “O
consumidor, às vezes, tem dificuldade [de negociar] e quer preservar a relação
com seu banco. Mas não custa tentar, fazer essa experiência, buscar outro banco.
Tem que ir quebrando as barreiras. É um movimento importante. Se está sendo
feito para novos contratos, quem já está no contrato há mais tempo não pode ser
penalizado no momento em que se pode fazer esta migração.”
O Idec fez, a pedido do G1, um levantamento das taxas médias
praticadas atualmente pelos seis maiores bancos do país (veja tabela abaixo). A
simulação foi feita dentro de uma condição conservadora, usando o que o mercado
chama de “taxa de balcão”, para o cliente que não tem nenhum nível de
relacionamento com o banco.
| Comparativo de aquisição de crédito imobiliário de acordo com simulador no site dos bancos Estudo elaborado pelo Idec, tendo como base financiamento de R$ 150 mil | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Instituição | BB | Bradesco | CEF | HSBC | Itaú | Santander |
| Valor da renda exigida | R$ 5 mil | R$ 6.054 | R$ 6 mil | R$ 6.270 | R$ 5 mil | R$ 5.491 |
| Taxa de juros efetiva | 8,90% | 10,50% | 8,85% | 10,75% | 9,50% | 11,00% |
| Custo Efetivo Total (CET) | 10,31% | 11,99% | 10,27% | 11,93% | 10,93% | 12,27% |
| Custo Efetivo Sistema Habitacional (CESH) | 6,0446% | 6,3397% | 6,0930% | 4,4900% | 6,7992% | 4,9991% |
| Seguro morte/invalidez permanente (MIP) | R$ 47,70 | R$ 63,00 | R$ 47,70 | R$ 48,83 | R$ 70,16 | R$ 60,00 |
| Seguro danos físicos ao imóvel (DFI) | R$ 22,95 | R$ 22,95 | R$ 25,50 | R$ 25,07 | ||
| Valor principal | R$ 95,65 | R$ 87,86 | R$ 95,65 | R$ 99,33 | R$ 95,16 | R$ 110,07 |
| Encargos (amortização + juros) | R$ 1.551,95 | R$ 1.753,28 | R$ 1.563,76 | R$ 1.781,76 | R$ 1.639,04 | R$ 1.811,69 |
| Tarifa de administração de contrato | R$ 25,00 | R$ 25,00 | R$ 25,00 | R$ 25,00 | R$ 25,00 | R$ 25,00 |
| Valor da prestação | R$ 1.647,60 | R$ 1.841,14 | R$ 1.659,41 | R$ 1.881,09 | R$ 1.734,20 | R$ 1.921,76 |
Fonte: Site dos bancos/Elaboração: Idec | ||||||
O sistema adotado para a simulação foi o Sistema Financeiro
Habitacional (SFH) e o critério de amortização de juros selecionado foi o
sistema de amortização constante (SAC). O perfil seria de um comprador com 41
anos de idade, renda mensal de R$ 5 mil, comprando um imóvel novo, cujo valor
total seria de R$ 250 mil. O suposto comprador daria R$ 100 mil de entrada e
financiaria os R$ 150 mil restantes em 25 anos.
Como negociar
Para negociar com o banco, o cliente precisa ser “persuasivo”,
nas palavras de Ione, e deve pesquisar para ter poder de barganha. Uma
alternativa, por exemplo, é entrar no sistema dos bancos, via internet, e fazer
uma simulação, ou consultar diretamente outras instituições bancárias para
conhecer as condições propostas.
De acordo com o advogado William Santos Ferreira,
coordenador da pós-graduação em direito imobiliário da Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo (PUC-SP), o primeiro passo é solicitar uma posição
atualizada do débito no banco em que foi feito o financiamento e, de posse
desta informação, pedir uma proposta a outra instituição.
“Depois ele pode levar ao banco de origem, porque pode ser
que este até apresente proposta mais vantajosa para não perder o cliente e o
financiamento de longo prazo”, diz.
Mas o advogado destaca que a renegociação nem sempre será
possível, pois as condições foram previamente estabelecidas. “Na
impossibilidade, somente buscando assessoria jurídica para verificar se há
condições para algum questionamento judicial ou utilizando a portabilidade”,
diz.
Cuidados
O consumidor, no entanto, deve estar atento a tudo o que
está sendo cobrado, alertam o advogado e a especialista do Idec.
“Para verificar se é economicamente interessante, o
consumidor deve obter informações acerca de todos os custos, taxas de juros e
não apenas do valor da parcela mensal, o que é muito comum”, orienta o
coordenador da PUC.
Ione diz que a mudança, às vezes, pode envolver tarifas e
taxas que não estão dentro do crédito. “Tudo isso tem que ser ponderado na hora
de fazer a operação, porque ela pode não ser benéfica. (...) Se a pessoa não
tem entendimento da soma da taxa, deve procurar alguém que pode simular essa
recomposição. Porque pode ocorrer de pagar uma prestação menor, mas ter gasto
maior por conta dos custos de transferência”, diz.
Questionado sobre se os bancos têm sido receptivos à
renegociação, Ferreira acha que “há certa propensão”. Mas Ione afirma que é um
movimento que depende do empenho do consumidor. “Não dá para dizer que,
naturalmente, eles vão fazer isso. Nenhum banco vai querer perder dinheiro. Não
vão chamar o cliente e dizer 'vem cá que vou reduzir'”, comenta.
Taxas variam
O coordenador da PUC reforça que a variação de taxas pode
ter impacto significativo no bolso do consumidor. “O que pode ‘mensalmente’ não
parecer muito, ou seja, uma diferença de 0,5% a 2%, por exemplo, ao longo de um
financiamento de anos representa um grande impacto no valor total a ser pago”,
diz.
Para definir a taxa de um cliente, os bancos usam como
critérios o nível de relacionamento dele com a instituição, o risco de
inadimplência, as garantias, o custo de captação de recursos, entre outras
variáveis.
Portabilidade
O G1 também perguntou aos bancos qual a política em relação
à portabilidade do crédito. A Caixa, por exemplo, respondeu que definirá sua
estratégia somente após a regulamentação da Lei nº 12.703, de 07 de agosto de
2012, que trata da portabilidade.
Durante coletiva de imprensa para comentar resultados
trimestrais do Banco do Brasil, no início de novembro, Alexandre Corrêa Abreu,
vice-presidente de negócios da instituição, também comentou que “a lei que
mexeu na poupança deu o caminho para fazer a portabilidade, só que ainda falta
ser regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional”.
Na prática, esta lei permite que, ao transferir o
financiamento para outro banco, o consumidor não tenha que fazer o registro do
imóvel de novo. Bastaria fazer a averbação do contrato, o que reduziria um dos
principais custos cartorários.
A Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo
(Arisp) informou que a lei já está valendo. “Para o registro de imóveis não
havia a necessidade da lei, pois, o credor originário poderia ceder seu crédito
a outro credor, porém, dependia da vontade de ambos os credores”, informa
Joélcio Escobar, diretor de tecnologia da entidade e 8º Oficial de Registro de
Imóveis da capital.
“A nova lei regulou a operacionalização dessa substituição de
credores no âmbito, principalmente, do sistema financeiro. Em ambos os negócios
o ato a ser praticado no registro de imóveis é o de uma averbação.”
Sobre quais são os custos no caso da portabilidade, Escobar
disse que os emolumentos dependem da forma como o contrato for elaborado. “Se
os agentes financeiros optam por cancelar a antiga garantia e constituir nova,
são necessários dois atos, de averbação do cancelamento e de registro da nova
garantia. Todavia, se o contrato formalizado for apenas de mudança do credor
(cessão ou portabilidade pela nova regra) os emolumentos correspondem a uma
averbação”, orienta.
Estes valores dependem do estado em que fica o imóvel, mas,
para exemplificar, o diretor da Arisp explica que, no estado de São Paulo, a
tabela de emolumentos é escalonada em faixas de valores. “Apenas para
parâmetro, é possível afirmar que os custos são de aproximadamente 0,374% do
saldo devedor do financiamento”, diz.
Simulação da Anefac
O impacto de uma redução da taxa ao final do contrato vai
depender de uma série de fatores – como valor do financiamento, taxa de juros
inicial e final, prazo do financiamento e sistema de amortização.
A simulação feita pela Anefac a pedido do G1 usa como
referência um consumidor que tenha feito um financiamento de R$ 150 mil por 30
anos, já tendo pago 5 anos. Os cálculos foram feitos usando a tabela Price como
sistema de amortização – que prevê parcelas fixas ao longo de todo o contrato.
A uma taxa de juros de 10%, ele teria que pagar 360 parcelas
mensais de R$ 1.272,24, totalizando R$ 458.006.40. Se ele conseguisse reduzir a
taxa para 9,5%, a dívida a valor presente seria de R$ 144.464,70, que
financiada em 25 anos, resultaria em 300 parcelas mensais de R$ 1.224,24.
“Neste caso ele teria uma redução nas prestações com este
novo financiamento de R$ 48,00 e teria economizado em todo o financiamento
restante do valor de R$ 14.400”, explica Miguel José Ribeiro de Oliveira,
vice-presidente da Anefac.
Imaginando as mesmas condições de financiamento, mas cuja
taxa de juros tivesse recuado de 12% para 9%, o impacto seria de mais de R$ 85
mil.
“Como ele pagou cinco anos, restaria pagar 300 parcelas
mensais de R$ 1.474,com total a pagar de R$ 442.200. Esta dívida a valor
presente seria hoje de R$ 146.061,34, que financiada em 25 anos pagaria 300
parcelas mensais de R$ 1.189,94. Com a taxa a 9% ao ano, ele teria uma redução
nas prestações de R$ 284,06 e teria economizado em todo o financiamento
restante o valor de R$ 85.218”, diz Oliveira.
Fonte: G1
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