quarta-feira, 15 de maio de 2013

Lucro da Cyrela sobe 52% e atinge R$ 179 milhões.


A incorporadora Cyrela encerrou o primeiro trimestre com lucro de R$ 179 milhões, alta de 52% em relação a um ano antes. As receitas recuaram 13% no período, para R$ 1,26 bilhão, mas foram compensadas por ganhos de rentabilidade.

A margem bruta subiu 3,8 pontos percentuais, para 33,3%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 27,4%, para R$ 254 milhões. A margem Ebitda ficou em 20,2%, contra 13,8% nos três primeiros meses de 2012.

O resultado da Cyrela ficou um pouco abaixo da média das estimativas dos analistas consultados pelo Valor, que apontavam para lucro de R$ 185 milhões no período.


Fonte: Valor Econômico 

Tecnisa reverte prejuízo e tem lucro de R$ 42 milhões no 1º trimestre.


A Tecnisa reverteu o prejuízo líquido de R$ 11,3 milhões do primeiro trimestre de 2012 e registrou lucro líquido de R$ 42,4 milhões no intervalo de janeiro a março deste ano. A receita líquida cresceu 82,4% no trimestre, para R$ 430,1 milhões. 

A margem bruta ajustada passou de 31,8% no primeiro trimestre de 2012 para 37,4% nos três primeiros meses de 2013. No quarto trimestre de 2012, o indicador estava em 16,1%. 

O lançamento das primeiras torres do empreendimento Jardim das Perdizes resultou no aumento da receita e, consequentemente, do lucro da companhia. Os novos projetos têm margens mais elevadas que os das safras antigas, contribuindo também para a melhora dos resultados.

A margem bruta a apropriar ficou em 37,9% no primeiro trimestre. Os lançamentos realizados em 2013 têm margem a apropriar de 51,6%. 

No primeiro trimestre, a companhia registrou consumo de caixa de R$ 48,5 milhões, com queda de 59,9% ante o mesmo período do ano passado e redução de 79,5% na comparação com o quarto trimestre de 2012.

Os repasses cresceram 29% no primeiro trimestre ante o quarto trimestre de 2012, para R$ 153 milhões. 

Os distratos — cancelamentos de vendas - somaram R$ 121 milhões de janeiro a março.

No primeiro trimestre, a Tecnisa fez captação de dívidas corporativas de R$ 203 milhões, por meio de cédulas de crédito bancário (CCBs) para investimentos em empreendimentos imobiliários e reforço de liquidez.

A relação entre dívida líquida e patrimônio líquido da companhia era de 108,3% no fim do primeiro trimestre, ante 111,5% no quarto trimestre.


Fonte: Valor Econômico 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Prejuízo da Brookfield quase triplica no 1º tri, para R$ 47,71 milhões.

A Brookfield Incorporações registrou prejuízo líquido de R$ 47,7 milhões no primeiro trimestre. O valor é quase três vezes maior que o prejuízo líquido de R$ 16,31 milhões do mesmo período do ano passado.

A companhia reapresentou o balanço do primeiro trimestre do ano passado. Houve reapresentação porque a empresa distribuiu o impacto do ajuste de orçamento realizado no quarto trimestre de 2012 no resultado líquido dos trimestres anteriores do ano.

No primeiro trimestre do ano passado, a Brookfield havia reportado lucro líquido de R$ 4 milhões.

A cada divulgação trimestral de resultados, a companhia vai reapresentar o balanço do trimestre equivalente de 2012.

No primeiro trimestre, a receita líquida da companhia cresceu 28,2%, para R$ 741,96 milhões, na comparação com o indicador do balanço reapresentado de janeiro a março de 2012.

O lucro bruto teve queda de 14,9%, para R$ 100,403 milhões. Com isso, a margem bruta encolheu de 20,4% para 13,5%.

A queda da margem bruta foi a principal razão para o aumento do prejuízo da companhia no trimestre.

A piora da margem resultou do impacto dos ajustes de orçamento realizados pela Brookfield no ano passado. “Subestimamos o impacto dos ajustes de orçamento de 2012 ao longo do tempo”, diz o presidente da incorporadora, Nicholas Reade.

Conforme Reade, as margens da companhia começarão a ter melhora mais expressiva no segundo semestre e “benefício pleno”, a partir do ano que vem, das mudanças implementadas para aumentar o controle de execução, como a criação de departamento centralizado de orçamentos e compras.

As mudanças abrangem também reorganização da diretoria, em que todos os diretores executivos passaram a ter responsabilidade com abrangência nacional. Desde outubro, foram substituídos 30 gerentes de obra ou de produção por profissionais mais alinhados à empresa.

A companhia revisou para baixo sua meta de margem bruta a ser obtida até o quarto trimestre de 2013 da faixa de 28% a 30% para o intervalo de 20% a 24%.

No trimestre, a margem bruta piorou também em função do mix de vendas de empreendimentos com rentabilidade menor e do impacto de R$ 10 milhões de custos adicionais incorridos de obras concluídas nos trimestres anteriores.

Houve contribuição ainda, para a queda do indicador, de R$ 120 milhões de outras receitas, referentes a serviços de construção prestados a terceiros e à faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, cujas margens são mais baixas.

Conforme o diretor de relações com investidores da companhia, Luciano Guagliardi, não foi feita revisão de orçamento no primeiro trimestre por conta da implementação de novos sistemas especializados de orçamentos — Primavera e Hard Dollar.

No fim do primeiro trimestre, a relação entre dívida líquida e patrimônio líquido da Brookfield era de 56,5%, ante 50,2% em dezembro e 34,8% no fim de março de 2012. O volume de vencimentos de dívida corporativa da Brookfield, em 2013, foi reduzido de R$ 901 milhões para R$ 426 milhões.


Fonte: Valor Econômico 

Selic a 8,25% teria impacto negativo de 2,5% para fundos imobiliários.

São Paulo -
O aumento da taxa básica de juros neste ano dos atuais 7,50% para 8,25%, como preveem alguns agentes no mercado, poderá ter impacto negativo de 2,5% nas cotas dos fundos imobiliários listados em bolsa, apontam analistas da Citi Corretora.
“Os juros aumentaram e este é um fator negativo para os fundos imobiliários, principalmente aqueles com proventos fixos”, dizem em relatório. O aumento da taxa básica de juros é um fator que torna menos atrativa a oferta desses produtos em termos de custo de oportunidade.
Os fundos imobiliários tiveram desempenho fraco em abril. O índice IFIX, que acompanha as carteiras listadas em bolsa, apresentou queda de 2% no mês passado. A rentabilidade média dos proventos ficou ao redor de 0,85%, ainda acima do CDI, que foi de 0,60% em abril.
Os fundos de shoppings apresentaram o melhor desempenho em abril e os fundos de escritórios de médio porte e agências bancárias tiveram os piores, segundo os analistas do Citi. As carteiras focadas em escritórios de médio porte registraram rentabilidade média negativa de 2,43% no mês passado, enquanto os portfólios que têm na carteira agências bancárias tiveram retorno médio negativo de 2,53%, considerando a distribuição dos ganhos com aluguel e a variação das cotas na bolsa.
Segundo o Citi, a vacância em escritórios em São Paulo aumentou em 2012, chegando a 6,3% no terceiro trimestre do ano passado, e há indicações de que deve continuar subindo. “Os fundos de escritórios (lajes corporativas) são os menos atrativos atualmente e sugerimos reduzir exposição a este tipo de fundo”, dizem os analistas.
A corretora aponta como destaques positivos os fundos Santander Agências (SAAG11) e SDI Logística (SDIL11). O primeiro reúne uma carteira com 21 agências e paga proventos mensais da ordem de R$ 0,66 por cota. O segundo possui uma carteira formada por galpões logísticos em Duque de Caxias (RJ) e paga proventos mensais de R$ 0,75 por cota, garantidos por fundo reserva. De acordo com a corretora, o saldo da conta vinculada indica mais pelo menos 15 meses de proventos garantidos.
As opiniões expressas no relatório refletem as opiniões pessoais dos analistas e foram elaboradas de forma independente, não expressando a posição oficial do Citigroup.
Fonte: Valor Econômico 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Preços podem subir. Novas exigências de qualidade para imóveis já vigoram a partir de julho.

Empreendimentos devem ter melhorias na qualidade e preços serão reajustados, diz Sinduscon-CE


São Paulo/Fortaleza. A norma de desempenho de edificações habitacionais NBR 15.575 foi publicada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e valerá a partir de 19 de julho. Os projetos a partir dessa data precisarão atender às exigências estabelecidas.


Norma entrará em vigor a partir do dia 19 de julho. Entre as exigências estão os quesitos acústico, térmico e de iluminação Foto: Kiko Silva

O documento institui níveis mínimos de qualidade em diversos quesitos, como acústico, térmico e de iluminação. Além disso, define a durabilidade de uma edificação em diversos sistemas, como de estrutura, paredes, revestimento e pisos.

Para a discussão da norma, participaram entidades do setor de construção, como o SindusCon (sindicato de construção) e o Secovi (sindicato de habitação), além de incorporadoras, bancos, construtoras e institutos de pesquisas, como o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). Não houve a participação de entidades de defesa do consumidor.

Para o vice-presidente do Sindicato da Construção Civil do Ceará (Sinduscon- CE), André Montenegro, a nova regra veio "realmente para normatizar o conforto térmico, acústico e a durabilidade das construções". Entretanto, ele afirma que, como toda lei, as empresas precisarão de um tempo para se acostumar, mas deverão cumprir com a obrigação.

Com tantas mudanças que devem refletir na atuação do setor, ele acrescenta ainda que são poucas as construtoras atuantes no território cearense já preparadas para atuarem com as novas normas. "Muitas vão demorar para se adequar às regras impostas. Eu diria que pouquíssimas empresas estão aptas", diz.

Impacto no bolso

Embora a qualidade e a durabilidade dos imóveis aumente com as novas medidas, junto com a melhoria, um ponto negativo promete impactar no bolso do consumidor final: um reajuste no custo das construções e, consequentemente, no preço repassado ao comprador.

"As empresas vão ter que investir em novos materiais para que isso aconteça. Algumas paredes vão ter que ser engrossadas para o conforto térmico. Quando bater o sol, o calor terá de ser amenizado. Os moradores não vão poder mais ouvir sons de gente pisando no andar de cima, por exemplo", explica André.

Fortalecimento no CE

O Primeiro Convention & Visitors Bureau Imobiliário do Brasil será criado no Ceará. É o que garante o presidente do Conselho de Desenvolvimento do Estado, Alexandre Pereira. "Verificamos que o Ceará tem uma vocação imobiliária muito forte, não só pela construção civil mas pelos investidores, inclusive do exterior, e não existia algo que apoiasse estes investimentos".

Alexandre confirmou a criação da entidade como primeiro ato da Câmara Setorial de Imobiliárias, instalada ontem. "Tivemos a ideia de uma Câmara Setorial Imobiliária para criar um ambiente propício para os investimentos imobiliários. Escutamos muito de construtores que estavam indo fazer investimentos em outros Estados por conta da burocracia. O Ceará sai na frente, e com isso, irá buscar investidores para fazer parcerias com empresas cearenses", garantiu, explicando que a entidade buscará movimentar "um círculo virtuoso" que gira em torno de si, citando esferas da economia como o comércio e os serviços.


Fonte: Valor Econômico

sábado, 6 de abril de 2013

Alta do preço dos imóveis desacelera no trimestre, mostra FipeZap

O índice FipeZap — calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o portal Zap Imóveis — apontou desaceleração do ritmo de aumento dos preços de imóveis no primeiro trimestre. No combinado das sete cidades que compõem o indicador, houve alta de 2,7%, ante a elevação de 4% nos três primeiros meses de 2012 e de 6,4% no primeiro trimestre de 2011.

Em março, houve aumento de 0,9% no indicador composto, que abrange 16 cidades, para R$ 6,612 mil o metro quadrado. A variação foi semelhante à de fevereiro. Houve queda de preços no Distrito Federal e em Fortaleza, de 0,1% e 0,6%, respectivamente. As maiores altas foram registradas no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, de 1,3% e 1,2%, respectivamente.

Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 5 de março de 2013

A Gangorra dos Preços


por João Teodoro da Silva


Para quem, nos anos recentes, tem assistido a uma contínua alta no valor dos imóveis, o ano de 2013 desponta com significativa novidade para o mercado imobiliário: os preços irão se estabilizar e, em alguns casos, começar a se retrair. Levantamentos recentes feitos pelo Sistema Cofeci-Creci identificam que o boom imobiliário entrará em nova etapa.
A partir de agora, iremos assistir a uma fase de estabilização. Os preços irão se aproximar mais da realidade mercadológica e, assim, do bolso do consumidor, de acordo com a singular lei de oferta e procura. Esse movimento se iniciou em 2012. Irá alterar o cenário atual, de constantes altas, e afetar todos os setores do mercado imobiliário, da comercialização ao mercado de locação.

Somente onde haverá grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíadas, ainda há possibilidade de alguma majoração nos preços. E, ainda nesse contexto, a situação será singular e momentânea. O recente boom imobiliário no Brasil reacendeu um setor que estava estagnado. E causou uma disparada de preços, que chegou até mesmo a desequilibrar a lógica e a aritmética vigentes nesse mercado. Enquanto os Estados Unidos enfrentavam uma grave crise, originada numa bolha imobiliária, o Brasil via o segmento explodir, em função de uma imensa demanda reprimida nos anos anteriores. Num primeiro olhar, muitos identificaram aqui também a ameaça de uma bolha.

A mesma, felizmente, nunca ocorreu no Brasil. Agora, teremos que estar preparados para enfrentar um segundo momento: a estabilização dos preços e até mesmo um retrocesso nas tabelas de comercialização, de investimento e até mesmo da presença do setor e seus índices na macroeconomia nacional. Em muitos centros urbanos, as construtoras voltadas para as classes média e alta retraíram investimentos. Necessitam comercializar o estoque acumulado. Para isso, terão que rever valores e condições, e precisar ainda mais de um bom agente comercializador, o corretor de imóveis, para conquistar o cliente. Voltando no tempo, é necessário rememorar a sequência histórica.

Tudo começou em 2005, após a Lei Federal 10.931, em vigor a partir de agosto de 2004.Em seu texto, a nova regulamentação atacava dois pontos cruciais naquele momento. Primeiro, a lei ampliou a segurança de quem investe em um imóvel, regulamentando o patrimônio de afetação. Assim, afastou os fantasmas herdados de casos como a Encol, que ainda eram muito fortes no imaginário do consumidor. Em sua segunda parte, a regra induziu o sistema financeiro a destinar recursos para o crédito imobiliário. Com isso, promoveu a oferta de financiamentos, ampliou o acesso ao crédito com extensão no limite de prazos para a quitação e da idade dos aspirantes ao benefício, desburocratizou a concessão de financiamentos, estimulou a concorrência saudável no mercado financeiro por melhores condições ofertadas ao consumidor. Uma medida complementar também ajudou no aquecimento do mercado, com a possibilidade de financiar não só imóveis novos, mas também usados.

Em seguida, os benefícios, até então direcionados a imóveis residenciais, abrangeram também unidades comerciais.
Veio o Programa Minha Casa, Minha Vida para agregar força e complementar a política habitacional. O boom imobiliário, com tantas alavancas, nada mais foi do que a descompressão de um mercado que estava reprimido desde o Plano Collor. Assim como interpretamos o boom imobiliário como um crescimento ávido, nosso desafio agora será não considerar o equilíbrio que se avista como momento recessivo. Ao analisar os números que deverão permear o mercado em 2013, teremos de considerar que a gangorra que subiu nos últimos anos, começa a baixar -e não sabemos em que ponto irá interromper o movimento -, mas segue criando oportunidades para todos.

Pesquisa recente aponta que mais de 7 milhões de consumidores das classes C e D esperam adquirir um imóvel nos próximos dois anos. Há crédito imobiliário disponível para isso.
O momento, agora, é de reflexão e redirecionamento. O mercado continuará aquecido, mas voltado a novos segmentos, com muitas e boas oportunidades para consumidores, vendedores e intermediários das operações imobiliárias.

PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE CORRETORES DE IMÓVEIS (SISTEMA COFECI- CRECI)