sexta-feira, 27 de julho de 2012

Aprenda a fiscalizar a construção do seu imóvel.

Para evitar surpresas e problemas, é fundamental que o comprador acompanhe a obra de perto.


Construção
Obras: fiscalizar é fundamental e a melhor forma de fazer é definindo uma Comissão de Representantes.



Ao comprar um imóvel na planta ou em construção, o consumidor tem que ter em mente que terá um longo período pela frente até a entrega definitiva do imóvel. Isso não quer dizer, no entanto, que o comprador pode esquecer do imóvel e só voltar a se preocupar com ele na hora de receber as chaves. Pelo contrário. Para evitar surpresas e problemas, é importante acompanhar a obra de perto.

Para o presidente da AMSPA (Associação dos Mutuários de São Paulo), Marco Aurélio Luz, fiscalizar a obra é fundamental e a melhor forma de fazer isso é definindo uma Comissão de Representantes. De acordo com Luz, é dever das construtoras informar aos novos proprietários o direito de organizar essa comissão.

Caso contrário, o próprio comprador do imóvel pode tomar a iniciativa de convocar uma assembleia com as pessoas que também estão comprando uma unidade para eleger, no mínimo, três representantes que irão acompanhar o andamento da construção e repassar as informações aos demais moradores.

A fiscalização da obra inclui examinar a qualidade dos materiais utilizados, o cronograma da construção, a metragem do imóvel e checar a idoneidade da construtora e incorporadora. A verificação deve ser feita no mínimo de três em três meses e, após esse período, os representantes deverão apresentar um relatório completo aos demais compradores.

Para finalizar, o presidente da AMSPA afirma que a formação da comissão não deve ter como objetivo confrontar as construtoras, mas, sim, realizar um trabalho em conjunto.
“A composição da ‘Comissão de Representantes’ visa encontrar a melhor solução para quando surgir eventualidades durante a obra, ou seja, a intenção é incentivar a transparência para que os compradores não sejam pegos de surpresa nos casos de contratempos ou encontrem problemas quando receberem as chaves do imóvel”, completa Luz.


Fonte: Imovelweb.

domingo, 22 de julho de 2012

Posso abater o FGTS mensal da parcela do financiamento?

Internauta quer saber se pode deduzir o FGTS depositado mensalmente pela empresa da parcela de seu financiamento imobiliário.



Chave de um imóvel
Com FGTS só é possível abater até 80%  de 12 parcelas, e o montante é sacado de uma vez.


Dúvida do internauta: Gostaria de saber se posso utilizar o FGTS depositado no mês para pagar parte das parcelas do financiamento de um imóvel. Todo mês a empresa em que trabalho deposita 8% de FGTS. A Caixa já descontaria os 8% que a empresa deposita para pagar parte da parcela. Esta seria uma transação mensal. A dúvida: Se a empresa deposita todo mês o valor de 400 reais, eu poderia abater esse montante da prestação do mês? Imaginei algo como a tabela abaixo:


ParcelaValor da parcelaFGTS depositado no mês (8% do salário)Valor a pagar
11.000400600
2995400595
3990400590
4985400585
5980400580


Resposta de Marcelo Prata*:

Sim, o FGTS pode ser utilizado para pagamento de parte das prestações, no entanto, não como você imaginou. Antes de mais nada existem alguns requisitos:

1. Você deve se enquadrar nos requisitos do FGTS (não ter outro imóvel, nenhum outro financiamento etc);

2. O imóvel deve estar enquadrado no SFH (Sistema Financeiro da Habitação), custando no máximo 500.000 reais;

3. Não podem existir mais de três prestações em atraso.

Bom, agora vamos ao funcionamento. O FGTS pode ser utilizado para abater no máximo 12 prestações, incluindo até três vencidas. Além disso, o valor que será utilizado da conta do FGTS deve corresponder a, no máximo, 80% da soma das prestações que serão pagas. Na prática, significa que você pode usar o seu FGTS para pagar até 80% do valor de 12 prestações. Essa utilização do FGTS tem que ser solicitada diretamente ao banco onde o financiamento foi realizado, ou à Caixa Econômica Federal. Usando como exemplo os valores de parcelas que você mencionou, ficaria assim:


ParcelaValor da parcela (R$)Desconto do FGTS (máximo de 80% da parcela) (R$)Valor a pagar (R$)
11.000800200
2995796199
3990792198
4985788197
5980784196
6975780195
7970776194
8965772193
9960768192
10955764191
11950760190
12945756189
Total11.6709.3362.334



Nesse exemplo, seria sacado da sua conta do FGTS, de uma única vez, o valor de 9.336 reais para pagamento de 80% das prestações do seu financiamento, sendo necessário pagar do seu bolso somente 2.334 reais ao longo de 12 meses.

Essa é uma boa saída para quem está passando por algum revés financeiro e realmente não tem como pagar as prestações futuras. No entanto, do ponto de vista financeiro, não é bom negócio, pois as parcelas são pagas sem o desconto dos juros. Portanto, para quem pode esperar, é mais interessante usar o FGTS para amortizar o saldo devedor, já que isso significa pagar o valor da dívida sem os juros.

*Marcelo Prata é presidente da Associação Brasileira dos Corretores de Empréstimo e Financiamento Imobiliário (Abracefi).



Fonte: Exame.com


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vaso sanitário transforma dejetos em adubo e combustível.


Criação de um grupo de cientistas de Cingapura usa sistema que economiza até 90% de água.


Prédio da Universidade Tecnológica de Nanyang
Prédio da Universidade Tecnológica de Nanyang: pesquisadores criaram vaso sanitário ecológico que começará a ser utilizado em 2013 nos banheiros da instituição.


Bangcoc - Um grupo de cientistas de Cingapura criou um vaso sanitário ecológico que transforma a urina e as fezes em adubo e combustível através de um sistema que ainda economiza até 90% de água.

Os pesquisadores da Universidade Tecnológica de Nanyang anunciaram que o protótipo do No-Mix Vacuum começará a ser utilizado em 2013 nos banheiros da instituição acadêmica de Cingapura, um dos países mais desenvolvidos da Ásia.

'A Universidade está produzindo seu próprio vaso sanitário para o ano que vem. Várias companhias, incluindo imobiliárias e até um parque temático já mostraram interesse no sistema de evacuação desde que foi anunciado (no final de junho)', contou à Agência Efe Lester Kok, do Departamento de Comunicação do centro.

O vaso ecológico é equipado com dois recipientes que recolhem separadamente os dejetos líquidos e sólidos, além de um sistema de sucção similar ao utilizado em aviões.
A urina é transportada a uma câmara onde se decompõe em nitrogênio, fósforo e potássio, utilizados como adubo, enquanto os excrementos chegam a um biorreator que os processa e transforma em biocombustível de metano.

O gás metano é inodoro e pode ser utilizado para substituir o gás natural no fogão e ainda pode ser empregado como gerador de eletricidade.

'O sistema No-Mix Vacuum não exige que o vaso sanitário esteja conectado aos encanamentos da rede de hidráulica e ao esgoto', explicou Kok.

O vaso sanitário usa apenas 200 ml de água para evacuar a urina e um litro para os dejetos, o que representa 90% de economia em relação ao sistema convencional, que utiliza de quatro a seis litros a cada vez.

Com uma média de cem usos por dia, o banheiro idealizado pelos pesquisadores de Cingapura utiliza 160 mil litros a menos em um ano, suficiente para encher uma piscina de 160 metros cúbicos.

O professor Wang Jing-Yuan, diretor do projeto, afirma que o sistema que leva o material, que também transforma as sobras de comida e outros resíduos orgânicos em fertilizante e energia, representa um método de reciclagem mais eficiente e barato, já que realiza esse processo de forma automática.

'Separando os dejetos humanos domésticos e processando-os in situ, economizaremos a verba dos processos tradicionais de reciclagem, já que o sistema inovador utiliza um método mais simples e barato para produzir fertilizantes e combustível', defende Wang, doutor em tecnologia ambiental pela Universidade da Carolina do Norte (Estados Unidos).

A universidade singapuriana negocia agora com as autoridades da cidade-Estado a instalação de protótipos nas casas de uma área residencial que se planeja construir e acredita que cidadãos de outros países possam adotar os banheiros ecológicos nos próximos três anos.

Segundo os pesquisadores, o sistema também foi pensado para hotéis e construções afastadas que não contam com rede hidráulica e saneamento e precisam de certa autonomia.
O dispositivo No-Mix Vacuum faz parte de um programa iniciado há dois anos com um financiamento de dez milhões de dólares singapurianos, (cerca de US$ 7,8 milhões), concedido pela Fundação Nacional de Pesquisa de Cingapura.


A Universidade Tecnológica de Nanyang apresentou o projeto na feira de ciência e tecnologia WasteMet Asia 2012 em 4 de julho em Cingapura e assinou um acordo de colaboração com o Centro de Engenharia da Terra da Universidade de Colúmbia (Estados Unidos).



Fonte: Exame.com


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Consumidores reclamam de atrasos nos lançamentos.



O setor da construção civil tem se destacado por crescer de forma expressiva nos últimos anos. Agora, tem chamado atenção pela demora na entrega.

Mais que em evidência nos últimos anos por conta do aumento dos lançamentos de imóveis ainda na planta, tanto no Ceará quanto no Brasil, o setor da construção civil começa a chamar atenção por um outro motivo: a incidência de atrasos na entrega das unidades já contratadas.

Em destaque desde o último sábado por conta de algumas postagens em uma rede social, o caso mais recente trata-se do condomínio residencial Vitalice Condomínio Clube, de responsabilidade da Magis Incorporadora e da MRV construtora.

Responsável pela articulação na internet, a publicitária Natália Lima contou que a data de entrega do apartamento que começou a pagar em 2009 era março do ano passado, mas o residencial, de mais de 200 unidades, só ficou pronto um ano depois. "Nós reunimos umas 80 pessoas, fomos à Caixa e lá nos disseram que o problema era com a construtora, pois as revisões das obras apontadas por eles não estavam sendo feitas ou, quando faziam, era mal feito", afirmou.

Já contabilizando os reajustes do Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), o apartamento de 52 m² de Natália está orçado em R$ 103 mil, fora os juros de financiamento de R$ 260, pagos mensalmente desde o primeiro atraso do imóvel, ou seja, há mais de um ano. "E tem gente que paga mais, dependendo de quanto financiou", disse.

Resposta

Em nota, a MRV Engenharia afirmou que o condomínio está pronto, apontando, como motivos para o atraso, "duas greves de operários, que impactaram no cronograma da construtora".

O texto diz ainda que "as entregas de chaves de unidades dos blocos 1 e 2, cujos clientes estão aptos ao recebimento, começaram a ser agendadas ontem (na terça-feira)".

Também por nota, a Magis acrescenta que reuniões estão sendo realizadas com os síndicos, subsíndicos e conselho do condomínio (formados em 12 de junho deste ano), os quais já visitaram a área comum do Vitalice na última quarta-feira. A nota ainda fala do acompanhamento das vistorias da Caixa e garante que, "à medida que a Caixa libere mais chaves, entraremos prontamente em contato para marcar as entregas".

Mais dramático, o caso da contadora Fernanda Maia teve consequências constrangedoras. Ela programou o casamento para dois meses depois da entrega do apartamento, que seria dezembro de 2011 e, no entanto, não aconteceu ainda.

"Busquei um advogado, consultamos o contrato e tivemos a surpresa que o prazo de atraso previsto em 180 dias, eram 180 dias úteis", contou. Com todos os móveis empacotados desde o casamento, Fernanda amargou o atraso e preferiu não recorrer à Justiça. Ela também não quis revelar o nome da construtora.

Resolução

Como forma de solucionar impasses como este, o presidente da Comissão de Diretos Imobiliários da Ordem dos Advogados do Brasil, Jaime Veras, afirma que podem ser feitos acordos entre as partes envolvidas de modo a compensar as perdas dos contratantes. No caso de recorrer à Justiça para resolver a questão, ele adianta que "quando o prazo de entrega é alterado, os tribunais tem entendido que é devido um ressarcimento aos compradores do imóvel". 


Fonte: Diário do Nordeste

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Por que a MRV criou uma empresa de loteamentos (por eles mesmos).

Leonardo Corrêa, diretor executivo financeiro da MRV, e Flávio Araújo, diretor executivo da Urbamais, contam os planos para a nova companhia.


MRV
MRV: criação da empresa de loteamento trará sinergia para o grupo.


A construtora MRV Engenharia decidiu apostar em um novo ramo de negócios: o de loteamento, por meio da empresa Urbamais Properties e Participações. A loteadora recebeu um aporte inicial de 50 milhões de reais e já nasce com a expectativa de ter um banco de terrenos com projetos aprovados até 2014 de até 60 milhões de metros quadrados – o equivalente a um VGV de 5,4 bilhões de reais.
Para explicar melhor o que a construtora pretende com tal braço de negócio, Leonardo Corrêa, diretor executivo financeiro da MRV, e Flávio Araújo, diretor executivo da Urbamais, contam os planos para a nova companhia a seguir com exclusividade à EXAME.com:

EXAME.com – Por que resolveram entrar no segmento de loteamentos?

Leonardo Corrêa - No Brasil existe um bônus demográfico grande com demanda por espaços urbanos, construídos de maneira planejada. Nosso intuito, com a Urbamais, é atender esse mercado. O foco principal será residencial, mas conforme as necessidades das áreas de localização dos lotes, também faremos projetos para áreas comercial e industrial.

EXAME.com – Como a ideia de conceber a Urbamais foi desenvolvida dentro da empresa?

Flávio Araújo – De janeiro de 2011 a janeiro deste ano, a Urbamais passou por uma fase de incubadora dentro da MRV, período em que foi avaliada a viabilidade comercial e financeira do projeto, que acabou se tornando uma empresa por conta da sua relevância. Todos os diretores da construtora estiveram de alguma forma envolvidos no projeto e a ideia é que a Urbamais ganhe independência total da empresa mãe em breve.

Corrêa – Em janeiro trouxemos o Flávio de uma empresa de pavimentação e outros serviços para atuar como diretor executivo da nova companhia. Com ele, montamos uma equipe de pessoas de dentro e fora da MRV para se dedicar apenas à nova companhia. Hoje, a Urbamais começa a funcionar em salas distintas às da MRV, mesmo com a proximidade da sede de ambas, na capital mineira.

EXAME.com – E o conselho, como será composto?

Araújo – Além de Ruben Menin, presidente da MRV, e eu, o conselho contará também com outros três executivos da MRV: Rafael Souza, diretor executivo regional, Maria Fernanda Maia, diretora executiva jurídica e Marcos Cabaleiro, vice-presidente. Mais para frente nossa pretensão é sim contar ainda com a presença de conselheiros independentes.

EXAME.com – A Urbamais vai atuar onde a MRV já está?

Araújo – Basicamente sim, 120 cidades em todas as regiões do país, com exceção do Norte. Nosso foco será atuar em cidades com população acima de 200.000 habitantes, com projetos voltados à classe média e com mais de 300.000 metros quadrados.

Corrêa - A expectativa é que o banco de terrenos com projetos aprovados até 2014 chegue a 60 milhões de metros quadrados, o correspondente a um VGV de 5,4 bilhões de reais.

EXAME.com – Mas a ideia não é apenas vender para a própria MRV e Log, empresa de ativos para renda do grupo, né?

Corrêa – Não, vamos ofertar os serviços da Urbamais para todos os interessados. Claro que a MRV e Log terão sim prioridade de atendimento com o intuito de fazermos projetos mistos. Mas como as empresas serão de investidores e acionistas diferentes todas as negociações serão feitas entre as partes com base em preços praticados no mercado.

EXAME.com - Quanto a Urbamais pode atrapalhar ou ajudar nos resultados da MRV?

Corrêa – A Urbamais não atrapalhará em nada a MRV, pelo contrário. A sinergia entre as companhias é muito grande e novos negócios devem ser gerados para ambas a partir do trabalho em conjunto. Além disso, o valor investido na criação da companhia (50 milhões de reais, tendo 30 milhões de reais sido desembolsados pela MRV e 20 milhões de reais pelos controladores) é pequeno comparado ao valor de mercado do grupo hoje.

EXAME.com – A nova incorporadora competirá de igual com a Alphaville, da Gafisa?

Corrêa – Entendemos que nosso negócio é diferente porque iremos trabalhar com loteamento de terrenos como um todo, para todos os tipos de classes de consumo, enquanto que hoje Alphaville atende mais classe alta. Há uma demanda alta no país por esse tipo de serviço pela necessidade de expansão dos espaços urbanos, qualidade das cidades que temos hoje e construir com a melhor qualidade possível. Não queremos ficar de fora.

Fonte: Exame.com